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sábado, 18 de abril de 2026

Cientistas usam o nariz para entender o cérebro

28/10/2002 09h08 – Atualizado em 28/10/2002 09h08

BERKELEY, EUA (CNN) – O que seu nariz pode ter a ver com uma lesão no cérebro? Neurocientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, acreditam que o cérebro de uma pessoa pode ser treinado para fazer seu nariz detectar novos cheiros.

As implicações, ainda segundo os especialistas, são que o cérebro também poderia ser treinado para se recuperar de lesões.

Essas descobertas estão relatadas num estudo publicado na edição desta semana da revista científica Nature.

Exatamente como 30 por cento da população, as 12 pessoas que participaram do estudo eram incapazes de detectar um cheiro do esteróide “androstenone” – que as pessoas mais sensíveis classificam de podre.

Os pesquisadores, liderados pelo estudante universitário Joel Mainland e pelo professor assistente de psicologia Noam Sobel, expuseram os participantes ao asteróide diariamente.

O truque é que somente uma narina foi exposta durante a experiência – a outra foi completamente bloqueada.

Após 21 dias, ambas as narinas podiam detectar o cheiro do asteróide. O que torna o resultado surpreendente é que não existe uma ligação neural entre as narinas num nível periférico – sendo assim, os pesquisadores concluíram que o reconhecimento compartilhado ocorreu nas estruturas cerebrais do órgão olfativo.

“O fato de uma narina que nunca document.write Chr(39)viudocument.write Chr(39) esse cheiro ter aprendido a detectá-lo sugere que deve haver alguma espécie de mudança no cérebro”, disse Sobel.

Isso leva os pesquisadores a concluir que o cérebro é mais flexível – ou capaz de mudar – do que se imaginava anteriormente.

Se o cérebro pode se treinar para conhecer novos aromas, talvez possa ser treinado para superar, por exemplo, uma paralisia ou outro dano do sistema nervoso.

Outras pesquisas já estão planejadas. A equipe vai examinar as diferenças entre as pessoas que conseguem aprender a detectar um cheiro quando expostas a ele e aquelas que não o fazem.

Os cientistas também vão usar o exame de ressonância magnética para ver em que lugar do cérebro esse aprendizado ocorre.

Fonte: CNN

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