28/10/2002 15h48 – Atualizado em 28/10/2002 15h48
São números planificados a partir da cotação do final do ano anterior, quando a cotação do quilo de melancia paga ao produtor ficou em R$ 0,12. Os números certamente deverão ser maiores, com a expectativa de que os preços fiquem entre R$ 0,15 e R$ 0,20 o quilo entre novembro e dezembro.
O presidente da Associação dos Produtores Hortifrutigranjeiros de Eldorado, Roberto Botega, disse que estes números são suficientes para alegrar a comunidade e comemorar o rendimento da atividade, que poderia ser melhor se não tivesse ocorrido a estiagem. A seca atrasou o plantio em algumas semanas.
Para comemorar a colheita, está sendo programada a Festa da Melancia, entre os dias 22 e 24 de novembro, com exposição da fruta e derivados (sucos, doces e licores) em várias barracas, com animação feita através de shows e bailes tradicionais.
Botega disse que os produtores têm motivos para comemorar, entre eles a conquista do espaço por terras arrendadas, cada vez mais disputada por sojicultores paranaenses, que estão chegando aos municípios do cone sul e o fato de a produção não ser afetada pela forte chuva acompanhada de granizo que atingiu o município, causando uma morte e deixando centenas de desabrigados, entre outros prejuízos ao município. “Houve produtores que tiveram dificuldades para arrendar terras, mas, como o espaço utilizado pela cultura não é muito grande, sempre se encontra área para arrendar”, declarou.
Eldorado já chegou a contar com 800 hectares de melancia, com 35 produtores na atividade, mas fica difícil repetir os números ano a ano. O técnico agrícola Joil Marques que explica uma área plantada com melancia em um ano “tem que ficar dois anos em descanso”, ou seja, em dois anos, terá que haver a ocupação com outras culturas o produtor quiser semear a mesma espécie de frutas no mesmo espaço. se a recomendação técnica não é observada, é alta a incidência de pragas, incluindo os nematóides.
Fica mais difícil fazer as contas quando se exige que a área utilizada em um ano não pode receber novamente o plantio de melancia no outro ano. O técnico agrícola Joil Marques explicou que, além da rotação de cultura, os técnicos recomendam que “a melancia ocupe a mesma área, sendo observados pelo menos dois anos de descanso, para evitar pragas de solo”.
Segundo as planilhas dos assistentes-técnicos da associação dos hortifrutigranjeiros, a mão-de-obra, no ano passado, respondeu por 42% do custo de produção, com o emprego médio de 2,5 trabalhadores por hectare, havendo a contratação de 1.375 pessoas, que têm rendimento médio individual variando entre R$ 450 e R$ 600 por mês, durante a temporada junho/dezembro.
Fonte: Correio do Estado




