28/10/2002 09h55 – Atualizado em 28/10/2002 09h55
Subiu para 168 o número de mortos na operação de resgate das cerca de 800 pessoas mantidas reféns durante três dias por rebeldes chechenos num teatro de Moscou, informou ontem o Ministério da Saúde russo. A ação causou a morte de 118 reféns e 50 seqüestradores chechenos. Também foi confirmada a morte de duas reféns estrangeiras, apesar do governo russo ter dito que nenhum dos 75 que estavam no local havia morrido.
Os reféns que morreram, menos um deles, após a operação de resgate, foram envenenados pelo gás atirado pelas forças russas, declarou ontem o chefe dos serviços médicos de Moscou, Andrei Seltovski. “Entre os reféns, um morreu por disparos”, disse. O gás seria uma substância narcótica usada para a anestesia geral. Dos 646 reféns que ainda permanecem hospitalizados, 150 estão nos serviços de terapia intensiva e 45 deles em estado grave.
As forças especiais russas usadas na operação de resgate são da unidade de elite Alfa dos serviços secretos de segurança (FSB) e de unidades do Ministério do Interior. O grupo é especialista em operações antiterroristas. A ação do Alfa é atribuída à crise nervosa de um menininho. Ele fez com que os guerrilheiros abrissem fogo, o que precipitou a invasão do local pelas forças especiais, disse uma sobrevivente.
Fonte: Gazeta do Povo





