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sábado, 18 de abril de 2026

Produtor de café busca qualidade

28/10/2002 15h33 – Atualizado em 28/10/2002 15h33

Este direcionamento, que já vinha sendo defendido pelos vários segmentos da cafeicultura, foi reforçado na semana passada, durante o 5º Simpósio Estadual do Café, realizado em Vitória. A confirmação de 550 inscrições e a participação de 300 cafeicultores de, praticamente, todos os municípios capixabas surpreendeu os organizadores. Foi a maior participação nos cinco simpósios realizados nos últimos dez anos, informou o presidente do Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (CETCAF), Dário Martinelli. Ele lembrou que o mercado está cada vez mais exigente no quesito qualidade e os produtores capixabas estão atentos para as mudanças do mercado.

Outro fator positivo para os produtores é a maior divulgação do produto local. “Os nossos cafés estão sendo descobertos pelo mundo comprador”, enfatizou Martinelli. Ele lembrou que quem tiver café de boa qualidade, sempre vai vender bem. O representante do Espírito Santo no Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC), Antônio Joaquim de Souza Neto, destacou que qualidade e produtividade devem ser preocupações constantes do produtor e para isso os cuidados com a lavoura devem ser tomados o ano todo.

Recuperação

Na sua avaliação a recuperação dos preços do café deverá ocorrer a partir de janeiro de 2004. Até lá, acredita, a tendência é de oscilação na cotação. No período, explica, serão registradas altas e quedas do produto, sendo que as altas serão maiores que as quedas, pavimentando o caminho para a recuperação dos preços. Com a previsão de oscilação nos preços, a orientação aos produtores é que vendam o café de acordo com suas necessidades. Antônio Joaquim disse que o produtor não deve optar por pagar juros para reter o café. Deve vender conforme for precisando de capital de giro. O superintendente do CETCAF, Frederico de Almeida Daher, lembrou que o mercado está vivenciando indicativos de preços remuneradores para o produtor. Neste contexto o melhor caminho seria o de adotar medidas para auferir o melhor resultado possível.

O café, lembrou, é tido como comoditie, mas não é comoditie. “Temos que tirar o café do estágio de comoditie e só poderemos fazer isso agregando valor para o produtor se remunerar melhor sem custos adicionais”, destacou. O presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), Élio Carlos Casagrande, disse que o produtor está se preparando para obter melhor remuneração dos cafés que produz, preocupando-se com a qualidade, enfatizando que ele está atendo ao que acontece no mercado brasileiro e mundial. Com a tendência de redução da safra do próximo ano, a oferta será reduzida e o preço deve aumentar. A safra do arábica deverá ter queda de 50%, por conta da grande safra deste ano e também em razão da estiagem em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Fonte: A Gazeta Economica

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