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sábado, 18 de abril de 2026

Bovespa, volátil, sobe. Dólar avança 1,32%

29/10/2002 15h50 – Atualizado em 29/10/2002 15h50

SÃO PAULO – O dólar comercial opera com alta significativa nesta última hora de negociação. Às 16h13m, a moeda americana era negociada por R$ 3,82 na compra e R$ 3,83 na venda, com alta de 1,32%. A moeda americana sofreu pressão por todo o dia e teve vários motivos para isso. Já a volatilidade é a principal característica dos negócios com ações nesta terça-feira. Depois de alternar altas e baixas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) agora opera em leve alta. Às 15h27m, o Índice Bovespa subia 0,47%, com 9.618 pontos. O volume financeiro era de R$ 378,3 milhões.

Segundo operadores, o mercado acionário tenta manter o otimismo, mas esbarra na depreciação de outros mercados, como o de câmbio e o de títulos da dívida externa. As bolsas americanas despencam e não favorecem uma reação significativo do mercado brasileiro. Os profissionais do mercado afirmam que a expectativa ainda é de uma bolsa mais valorizada até o fim do ano.

Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, sobe 0,86% e contribui para a inversão da tendência. Já Petrobras PN, segunda mais líquida, cai 1,42%. Entre os papéis que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas são de Bradespar PN (-4,3%) e Tractebel ON (-3,8%). Já Net PN recupera parte das fortes perdas que sofreu ontem e hoje e sobe 8,6%.

Os investidores iniciaram o dia especulando sobre o anúncio da equipe de transição do governo Lula. O anúncio apenas parcial trouxe frustração a uma parcela do mercado, ávida por sinalizações sobre os próximos passos do novo governo. Também a proximidade de uma dívida de US$ 1,96 bilhão, que vence na sexta-feira, concentrou as atenções. O Banco Central conseguiu renovar quase metade do valor, mas não viu as cotações recuarem de forma eficaz.

A queda dos títulos da dívida externa e o mau desempenho dos mercados internacionais também influenciaram as cotações. Além disso, o movimento do comércio exterior garantiu volatilidade nos negócios da manhã, com ingressos de exportadores e compras por parte das empresas com dívidas externas a pagar.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em novembro foi cotado no último negócio a R$ 3,795, com alta de 1,33%.

O Banco Central divulgou por volta das 15h a venda de US$ 951 milhões em contratos de swap cambial, atingindo a rolagem de 48,6% da dívida de US$ 1,96 bilhão que vence na sexta-feira. O resultado foi considerado positivo, diante das recentes desistências do BC em rolagens anteriores. A taxa do lote mais curto (2 de dezembro de 2003) não foi divulgada, mas os cálculos do mercado são de taxa de 48,28% ao ano, ainda considerada alta.

O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em alta de 1,36%, cotado a R$ 3,55 na compra e R$ 3,70 na venda. No Rio, o paralelo subiu 5,11%, valendo R$ 3,50 na compra e R$ 3,70 na venda. O dólar turismo de São Paulo subiu 2,17% no fechamento, a R$ 3,55 e R$ 3,75 na compra e venda, respectivamente.

Risco – Os indicadores que medem a confiança dos investidores internacionais na economia brasileira continuam em depreciação. Às 16h05, o Embi+, calculado pelo banco JP Morgan, avançava 3,68%, aos 1.918 pontos. No dia anterior, o índice terminou aos 1.850 pontos.

O principal título da dívida brasileira negociado no exterior, o C-Bond, registrava queda de 3,31%, cotado a 54,43% de seu valor de face.

Fonte: GloboNews

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