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sábado, 18 de abril de 2026

EUA recomendam a médicos que desinfetem as mãos com álcool em gel

30/10/2002 08h33 – Atualizado em 30/10/2002 08h33

CHICAGO, EUA – Em vez de água e sabão, médicos e enfermeiras nos Estados Unidos deverão desinfetar as mãos com álcool em gel, de acordo com novas diretrizes divulgadas pelo Governo Bush.

O objetivo é reduzir a propagação de vírus e bactérias hospitalares que infectam cerca de dois milhões de pessoas por ano e matam quase 90 mil no país.

Muitos hospitais, antecipando as novas diretrizes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), já promoveram a mudança, e estudos mostram que essa prática pode reduzir à metade as taxas de infecção.

Água e sabão foram um padrão de limpeza para muitas gerações. Mas lavar as mãos adequadamente entre as consultas pode custar ao profissional de saúde um minuto inteiro. Eles acabam fazendo isso mais depressa para poupar tempo.

Os géis à base de álcool e soluções matam mais micróbios e são mais fáceis de usar.

Com pequenos tubos presos a seus uniformes, as enfermeiras podem rapidamente limpar suas mãos enquanto se movimentam, sem terem que parar numa pia. O CDC estima que isso poupe uma hora, numa rotina de oito horas de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Aprendemos que usar produtos à base de álcool melhora a adesão para a higiene da mão”, disse a Dra. Julie Gerberding, diretora do CDC. “Vamos ter mais gente fazendo a coisa certa e limpando as mãos”.

Ela divulgou as diretrizes em Chicago, durante um encontro da Infectious Disease Society of America.

As soluções pretendem apenas eliminar os germes, não acabar com a sujeira visível. Sendo assim, funcionários de hospitais também devem se lavar se estiverem com as mãos sujas. Os cirurgiões têm a opção de continuar usando o sabão contra micróbios ou aderir ao gel.

Muitas marcas de soluções estão à venda nas lojas. Podem variar em aparência e cheiro, mas a maioria contém de 60 a 90 por cento de etanol ou isopropanol, e são consideradas igualmente eficazes para matar os germes.

As novas diretrizes são apenas para clínicas e hospitais, onde há muitos micróbios e também pessoas doentes, vulneráveis a contraí-los.

Em casa, onde esses organismos perigosos são menos comuns, os especialistas dizem que água e sabão são adequados.

Mas os géis de álcool podem fazer sentido em situações em que a água não é facilmente encontrada, como em piqueniques ou em banheiros portáteis ou de aviões.

O álcool seca em segundos, sem necessidade de uma toalha, e é fácil de usar, defende o Dr. David Gilbert, presidente da American Infectious Disease Society.

Segundo a Dra. Elaine Larson, a introdução do álcool em gel é “a maior revolução na higiene” desde que Ignaz Semmelweis, no século XIX, descobriu a importância de lavar as mãos para os médicos.

A Dra. Larson, pesquisadora da Escola de Enfermagem da Universidade de Colúmbia, disse que a partir de agora deve-se trocar a expressão “lavar as mãos” por “higienizar as mãos”.

Fonte: Associated Press

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