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domingo, 19 de abril de 2026

Intel escolhe Brasil para sediar pesquisa tecnológica sem fio

30/10/2002 10h32 – Atualizado em 30/10/2002 10h32

SÃO PAULO – A maior fabricante mundial de microprocessadores, Intel, anunciou na terça-feira o lançamento de sua primeira rede de pesquisa de tecnologias sem fio no mundo. O objetivo da gigante norte-americana é gerar no Brasil uma massa crítica capaz de movimentar o mercado com novos aplicativos e dispositivos.

A rede de estudos, chamada de Wireless Competence Network (WCN), será formada a princípio por dois grupos de pesquisadores na Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual paulista (Unesp). Entre os programas a serem desenvolvidos estão criação de aplicações para redes sem fio, multimedia no celular, transferência de dados em alta velocidade e comércio eletrônico.

“O Brasil encontra-se em uma posição excepcional para se beneficiar de uma indústria excepcional e emergir como precursor na arena sem fio”, afirmou o vice-presidente sênior da divisão de comunicações sem fio da Intel, Ronald Smith, sobre a escolha do Brasil.

O executivo justificou a decisão da empresa pelo fato de o Brasil ser conhecido mundialmente pela qualidade de sua produção de software, componente que consome mais da metade dos gastos de empresas que compram computadores de mão para dar mobilidade a suas equipes de vendas, por exemplo.

Segundo o analista do IDC Marcelo Quintas, o valor do hardware não custa nem 40 por cento do custo da solucão que uma empresa compra.

Além da produção de software, para a Intel o Brasil move-se rapidamente para transmissão de dados sem fio, com um público interessado na tecnologia e um mercado computadores de mão e de telefones celulares aquecido.

Segundo o IDC, de 2000 para 2001, o crescimento do mercado de palmtops ficou em 28 por cento, com a venda de 170 mil computadores de mão. Já o número de celulares em operação no país deve crescer 22,1 por cento este ano, para 37,5 milhões de aparelhos.

O WCN receberá equipamentos como servidores Pentium 4 e redes doados pela Intel e cada centro da rede de pesquisa desenvolverá projetos próprios com tecnologias abertas.

“Estamos apostando no Brasil e até o final deste ano abriremos um terceiro centro da rede e deveremos ter cinco deles até 2003”, afirmou o gerente-geral da Intel no Brasil, Paulo Cunha.

Na semana passada a Intel anunciou investimentos globais de 150 milhões de dólares no desenvolvimento de tecnologia para redes sem fio de alta velocidade à curta distância (conhecida como Wi-Fi) e segundo Smith parte destes recursos serão utilizados no estabelecimento dos centros no Brasil. A Intel não divulga valores de investimentos por país.

A tecnologia Wi-Fi que permite conexão de notebooks e outros dispositivos à Internet sem necessidade de fios em locais como aeroportos e cibercafés receberá enfoque do WCN, afirmou Cunha.

Fonte: Reuters

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