30/10/2002 13h31 – Atualizado em 30/10/2002 13h31
Reuniões como estas em Roma são comuns, não só porque Roma é a sede mundial da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), mas devido ao grande interesse que a Itália tem pela a agricultura e a alimentação em geral. Há quem diga que a agricultura é um dos principais setores econômicos na maioria dos países; e a Itália não poderia ficar fora desta tendência. E ficar fora é não saber organizar uma relação privilegiada com países como o Brasil.
O governo italiano está consciente que o parceiro ideal na América Latina, também por ser um dos maiores do mundo, sem dúvida é o Brasil. Agora, é só trabalhar o que já sabemos com os empreendedores. Empreendedores estes que são a base eleitoral do Premier Silvio Berlusconi e plataforma para o intercâmbio e o crescimento conjunto da Itália com qualquer país. Claramente nesta conjectura, é impossível esquecer a relação comercial entre os dois países, mirando a consolidação e o crescimento de ambos que, se bastante consistente, ainda sofre dos fracos interesses no passado.
Uma grande preocupação na agricultura do Brasil é o café, que teve uma sensível diminuição em valores na exportação para a Itália, mas que pode ter uma evolução sensível se houver novos investimentos em qualidade ligada à produtividade, como também no setor agropecuário. Café famosos como a do Caffé Sant´Eustachio, de Roma, e do Caffé Florian, de Veneza, por exemplo, priorizam a base brasileira nas “miscele”. Mas, é importante ressaltar que a qualidade do produto é o fundamental da pesquisa destas empresas, espelhos para o gosto dos paladares italianos.
Afinal, a Itália escolheu o Brasil como parceiro agrícola? Sim, a Itália escolheu, definitivamente, o Brasil como principal parceiro na América do Sul. Para isto, o Ministro das Políticas Agrícolas e Florestais do Governo Italiano, Gianni Alemanno, esteve dia 18 de setembro num encontro em Roma com o Ministro José Abrão, discutindo as negociações multilaterais da OMC e um projeto do Governo do Brasil para o aumento das exportações de produtos naturais em direção a Europa. Este encontro demonstra o interesse e o apoio que a Itália pode realmente proporcionar ao Brasil, enxergando as possibilidades de aumentar o volume de agronegócios entre os dois paises. Mesmo assim, é preciso relevar que ainda há muito trabalho, principalmente qualitativo e muita, muita comunicação a ser gasta.
Fonte: Contatocom





