30/10/2002 16h38 – Atualizado em 30/10/2002 16h38
Mesmo assim técnicos não confirmam se a doença parou de se alastrar
Outubro registrou o menor índice de casos de leishmaniose visceral do ano em Três Lagoas. Foram três positivos, sendo dois em crianças e um em idoso.
Antes, o mês com menos casos foi março, com cinco. Deste então, a média, segundo dados da Gerência de Saúde, foi de dez pessoas contaminadas mensalmente.
Os técnicos da saúde ainda não afirmam se a doença está parando de se espalhar. “Só teremos uma posição após o final do ano”, diz a coordenadora de Endemias, Gisleine Saiar.
Mas os números mostram que a tendência é de diminuição de casos pois, desde julho, a incidência vem decaindo: em julho foram dez, agosto registrou oito, setembro fechou com seis confirmados.
De janeiro até ontem, os casos somavam 86 positivos com cinco mortes. Para tentar combater a epidemia, 80 agentes de saúde realizam a pulverização de casa em casa.
ÚLTIMOS CASOS
Os bairros Santa Rita e Vila Nova são os que apresentam o maior número de casos, no entanto, os últimos apareceram em outras regiões da cidade.
Os mais recentes foram em crianças do Jardim Alvorada e Jardim Carioca. O outro caso foi de um senhor de 70 anos que contraiu a doença na Vila Zucão e está recebendo o tratamento.
CÃES
A situação nos cães é bem diferente. A doença vem se espalhando e de todos os animais capturados como suspeitos, 40% são confirmados.
Como a leishmaniose não tem cura nos cães todos são sacrificados. De janeiro até este mês foram mais de 1.100 animais que sofreram a eutanásia.




