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Três Lagoas
segunda-feira, 20 de abril de 2026

Três gerências serão extintas para conter gastos

31/10/2002 15h47 – Atualizado em 31/10/2002 15h47

Publicação do decreto sairá amanhã, juntamente com primeira lista de demissões

A prefeitura de Três Lagoas, para conter gastos e enxugar a máquina administrativa, além das demissões e diminuição de salários, colocará fim a três gerências.

Segundo a assessoria do município, as gerências que serão desmanchadas são as de Desenvolvimento Econômico, de Área Ambiental e Agropecuária e de Esporte e Lazer. Os gerentes serão transferidos para cargos de assessores diretos do prefeito Issan Fares.

“Estou tomando essas medidas para não penalizar o município. Não queríamos chegar a este ponto, mas temos que prevenir antes que a situação se agrave”, ressaltou o prefeito.

A primeira lista de demissões deverá ser publicada amanhã, juntamente com o decreto n.º 325/02 que trará em suma todas as medidas tomadas pela Administração Municipal.

A previsão é de que mais duas listas de demissões sejam publicadas. “Começaremos cortar de cima para baixo até diminuir em 1/4 a folha de pagamento.”

A estimativa inicial do prefeito é de economizar R$ 260 mil. Depois esse valor vai aumentar, pois os gerentes terão dez dias para apresentarem cortes em suas despesas. O objetivo é conseguir economia de até R$ 400 mensais.

INSEGURANÇA

Nos corredores das gerências e da própria prefeitura o que se nota é a insegurança de todos os funcionários. Há uma semana o assunto é o mesmo: demissão. Boatos dão conta de que serão mais de 300 pessoas demitidas, o que não é confirmado por nenhum gerente.

“Poderíamos saber logo quem será mandado embora, assim não ficaríamos tão aflitos”, desabafa uma funcionária.

ALEGAÇÃO

A prefeitura de Três Lagoas está sofrendo um dos seus piores momentos no comando de Issan Fares. Segundo o próprio prefeito “estamos vivendo uma crise econômica e política, pois não sabemos como vão agir nossos governantes”.

Issan Fares anunciou à imprensa na quarta-feira (30) que implantaria medidas de contenção de despesas que deverão entrar em vigor a partir de 1º de novembro.

Segundo Fares, para enquadrar os gastos da Prefeitura à Lei de Responsabilidade Fiscal, que estipula que não se pode gastar mais do que se arrecada, será preciso fazer cortes na folha de pagamento e nas despesas gerais do município.

Primeiro serão cortados os cargos de confiança e os comissionados. Além das despensas de funcionários, haverá redução nos salários com o corte das gratificações, horas extras e diárias.

Mesmo com a crise, o prefeito garantiu que o compromisso com os fornecedores será totalmente cumprido, porém, a partir de agora, os gastos serão restritos ao necessário e de primeira ordem.

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