31/10/2002 14h47 – Atualizado em 31/10/2002 14h47
O tiro atingiu o pulmão de Bruno Saiani que tinha saído para jogar bola na noite de 30 de agosto passado e estava ansioso para viajar com os pais para Matão, no interior de São Paulo, para ir a casa do avô.
Eram 19h30 quando a mãe de Bruno sentiu um aperto no coração. O mau pressentimento fez com que ela ligasse para o marido Euclides duas vezes seguidas. Na primeira, ele não atendeu. Na segunda, o marido gritou três vezes: “Já te ligo” e desligou o telefone. Eliane desceu do apartamento. Na portaria do prédio, encontrou a cunhada, que chamava por ela. Já perguntou o que havia acontecido com seu filho. Ele havia sido baleado na entrada de uma locadora, onde fora buscar um DVD que estava reservado.
Eliane entrou gritando na emergência do hospital. Viu o filho nu, na tábua de resgate, sem mexer as pernas e os braços e cheio de sangue. Foi avisada pelos médicos que o estado de saúde de Bruno era grave e que não era possível dar anestesia geral no garoto.
Ele foi levado para a UTI e os pais ficaram do lado de fora. Lá dentro, o garoto de 12 anos gritava por socorro e chamava os pais, que nada podiam fazer. Em desespero, Euclides ficou com as mãos roxas de tanto esmurrar as paredes do hospital para tentar conter a raiva. Os 40 minutos da cirurgia duraram meses para os dois. E no final os médicos avisaram que dificilmente Bruno voltaria a andar. Hoje, ela se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas.
Fonte: Jornal da Tarde





