11/11/2002 16h39 – Atualizado em 11/11/2002 16h39
Após operar durante a maior parte da manhã abaixo de R$ 3,50, patamar que cedeu hoje pela primeira vez desde 20 de setembro, o dólar fechou o dia hoje a R$ 3,512 para venda e R$ 3,508 para compra, em queda de 0,93%.
As oscilações do dia se deram em torno de uma operação para alongar a dívida de US$ 1,9 bilhão que vence na quinta-feira, e da qual ainda resta metade a rolar.
Primeiro, o dólar caiu com força durante a manhã, quando exportadores se anteciparam em vender moeda prevendo uma queda maior após a operação. Depois, com a notícia de que a rolagem ficou aquém do esperado, a baixa se reduziu.
O Banco Central ainda não anunciou nova operação, e alguns investidores compraram dólares durante a tarde já se precavendo para o vencimento. A tendência da cotação, segundo analistas, continua sendo de queda, mas dependerá, nos próximos três dias, da atitude do BC em relação a dívida.
A liquidação, ao invés da rolagem, é positiva porque reduz a exposição do governo ao câmbio, mas por outro causa pressão sobre o câmbio. Isso porque, embora o ajuste com o mercado aconteça independente da rolagem, se o BC “alonga” a dívida são abertos novos contratos usando a mesma taxa dos que vencem, o que diminui a pressão sobre o câmbio porque os investidores ganhariam com os títulos que vencem, mas perderiam com os novos.
Com a operação de hoje, o BC completou a rolagem de 48,95% do vencimento, ou US$ 897,6 milhões, mas cerca de três quartos desse montante haviam sido alongados na sexta-feira.
As taxas de remuneração pagas pelo BC também foram mais salgadas do que na sexta-feira, com exceção do vencimento mais curto, em fevereiro do ano que vem. Toda a rolagem foi feita em “swaps cambiais”, contratos que pagam ao investidor, no vencimento, a diferença entre a variação cambial e a os juros do período, mais uma taxa de remuneração.
Fonte: Folha de São Paulo






