11/11/2002 09h05 – Atualizado em 11/11/2002 09h05
BERLIM – Promotores alemães estão investigando denúncias de que o cérebro da líder guerrilheira Ulrike Meinhof foi removido após a sua morte e examinado com o objetivo de se descobrir a razão de seu comportamento violento.
Meinhoff comandava a guerrilha urbana Baader-Meinhof, que empreendeu uma campanha de assassinatos, atentados com bombas e seqüestros na década de 1970.
Em 1976, Meinhoff enforcou-se na prisão. Agora, sua filha, Bettina Roehl, afirma ter descoberto que o cérebro da mãe vinha sendo guardado em uma caixa de papelão na Universidade de Magdeburgo, na antiga Alemanha Oriental.
Promotores de Stuttgart confirmaram estar investigando se o cérebro foi retirado ilegalmente do corpo da guerrilheira.
“Se Ulrike Meinhof não deu permissão para que seu corpo fosse usado com fins científicos, então o cérebro deveria ter sido destruído após a sua necropsia”, declarou o investigador Eckard Maak ao jornal alemão “Bild”.
Roehl, por sua vez, disse que quer o cérebro, para poder dar à mãe um enterro decente.
“Você só pode dizer que um enterro foi adequado quando o cérebro é sepultado junto com o corpo”, sustentou. “Uma terrorista morta tem o direito a um enterro decente”.
Por determinação de um promotor, segundo Roehl, o cérebro foi examinado em uma clínica da Universidade de Tuebingen e o médico encarregado, Juergen Pfeiffer, encontrou anomalias neurológicas em áreas do órgão relacionadas às respostas emocionais.
O dano neurológico poderia ser um motivo suficiente para a alegação de que Meinhof não tinha responsabilidade sobre seus atos.
Autoridades da Universidade de Magdeburg disseram-se surpresas com a denúncia de Roehl e convocaram uma reunião para discutir o assunto com a comissão de ética da instituição.
Fonte: CNN







