12/11/2002 16h15 – Atualizado em 12/11/2002 16h15
Após ensaiar ontem ficar abaixo dos R$ 3,50, o dólar rompeu hoje uma sequência de três quedas e fechou em alta de 2,79%, cotado a R$ 3,61 para venda e R$ 3,605 para compra, próximo da máxima do dia, R$ 3,617, registrada na reta final dos negócios. O risco Brasil, que caía, reverteu e sobe 1,18% para 1.798 pontos.
O impulso veio dos dados sobre inflação, que alimentaram apostas em uma nova alta dos juros, e na rolagem insatisfatória de uma dívida cambial que vence na quinta-feira.
A FGV (Fundação Getúlio Vargas) anunciou há pouco que a inflação pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) subiu 4,21% em outubro, a maior taxa desde os 4,44% de fevereiro de 1999, mês seguinte à desvalorização do real.
Já o IBGE informou hoje que seu IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo governo como parâmetro para as metas inflacionárias, avançou 1,31% em outubro. Ontem, a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) ficou em 2,31%, a maior taxa de primeira prévia desde o início do real em 1994.
Com esses índices, cresceu a aposta de que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) venha a aumentar drasticamente a taxa básica de juros em sua reunião na próxima semana para inibir o consumo e conter a inflação. Hoje, os juros são de 21% ao ano. No mercado futuro, os juros para dezembro hoje estão a 21,76% ao ano.
Fonte: Folha de São Paulo





