18/11/2002 15h47 – Atualizado em 18/11/2002 15h47
Desde o dia 7, o Chile proibiu a entrada de carne oriunda daquele estado devido ao foco de aftosa no Paraguai, na fronteira com o município sul-mato-grossense de Sete Quedas.Na última quinta-feira, o Ministério da Agricultura enviou informações complementares sobre as medidas sanitárias na fronteira. “Todas as garantias necessárias passamos antes da medida. Foi arbitrária e desleal a ação”, disse João Cavallero, diretor do Departamento de Defesa Animal do ministério. No dia anterior, o governo chileno havia enviado fax explicando quais os requerimentos técnicos para que o embargo fosse retirado. Segundo o adido agrícola da Embaixada chilena, Gonzalo Ibanez, o governo quer que seja impedida a saída de animais de Sete Quedas, que o rebanho seja submetido a investigação epidemiológica e o plano de trabalho na fronteira seja iniciado. Cavallero, no entanto, argumenta que todas as recomendações já foram tomadas.
Desde 23 de setembro, está fechada a fronteira com o Paraguai, impedindo a entrada de animais daquele país, bem como a movimentação de bovinos em Sete Quedas. Além disso, a Agência de Defesa Sanitária de Mato Grosso do Sul (Iagro) iniciou a coleta de sangue de 1,8 mil bovinos em propriedades de Sete Quedas, Naviraí e Paranhos. “O Chile não tem que exigir nada. Nós é que forçamos o Paraguai a reconhecer o foco.” Para Ibanez, só há duas maneiras de resolver o impasse: o embargo ser retirado ou as cargas reordenadas, de modo que os caminhões que entrem no País contenham apenas carnes de estados que não o Mato Grosso do Sul. Desde que as importações foram impedidas, o custo da carne no Chile já subiu 20%.
Fonte: Gazeta Mercantil





