19/11/2002 10h52 – Atualizado em 19/11/2002 10h52
WASHINGTON – Pesquisadores britânicos concluíram que cada vez mais crianças estão desenvolvendo reações adversas a amendoins. A porcentagem de crianças que apresentaram resultado positivo nos testes de alergia à leguminosa em uma clínica triplicou desde 1989, segundo a equipe do Centro de Pesquisa de Alergia e Asma David Hide.
O motivo pode ser porque cada vez mais mulheres grávidas e mães que amamentam estão comendo amendoins.
Os pesquisadores realizaram testes cutâneos em 1.246 crianças nascidas entre 1994 e 1996. Os pais tiveram que responder a perguntas sobre histórico de asma, febre do feno e eczema, além de outras questões específicas relacionadas à alergia a alimentos, incluindo amendoim, outras alergias graves e reações anafiláticas.
Os pesquisadores publicaram suas conclusões no Journal of Allergy and Clinical Immunology. Segundo eles, 3,3 por cento das crianças – ou 41 delas – apresentaram resultado positivo para amendoins, em contraste com um exame semelhante, feito em 1989, que teve índice de 1,1 por cento.
As crianças com resultado positivo para alergia a amendoim apresentaram um alto nível de atopia, que é a tendência genética a desenvolver alergia e sintomas de asma, segundo os pesquisadores.
Metade delas apresentava histórico de asma e quase todas haviam tido eczema – inflamação na pele caracterizada por vesículas e crostas, que formam prurido.
A alergia a amendoim não é comum na população, mas pode ser mortal. Médicos dizem que mulheres com história familiar de alergia não devem comer amendoins quando estão grávidas ou amamentando. E as crianças com os mesmos antecedentes familiares também não devem comer amendoim.
Fonte: Reuters





