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quinta-feira, 23 de abril de 2026

DOURADOS: Audiência pública discute futuro aterro sanitário

19/11/2002 09h04 – Atualizado em 19/11/2002 09h04

O Estudo de Impactos Ambientais e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA/RIMA) do futuro aterro sanitário de Dourados serão discutidos durante audiência pública a ser realizada na próxima quinta-feira, com início às 19 horas, no auditório da Unidade 1 da UFMS, antigo Ceud. A promoção é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente Cultura e Turismo, Instituto do Meio Ambiente Pantanal e Instituto Municipal de Planejamento e Meio Ambiente (Iplan) e a idéia principal, segundo o diretor-executivo do Iplan, Luiz Carlos Ribeiro, é levar ao conhecimento da comunidade as informações sobre esses estudos para que ela saiba o que será feito em relação ao lixo da cidade.

Atualmente se coleta 94 toneladas por dia em Dourados e 20% dos resíduos são recicláveis, material esse que está sendo depositado no atual lixão, existente há 18 anos e que não possui mais capacidade para comportar a demanda. Na realidade, tanto o EIA como o RIMA fazem parte do Plano Diretor do Lixo, um projeto bastante amplo e inspirado na experiência bem sucedida na destinação de resíduos na cidade de Chapecó (SC). Mas a audiência será feita apenas para se discutir esses dois estudos fundamentais, além da realização desse encontro, inédito em nível local, ser uma exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca).

O projeto em torno do aterro sanitário demorou oito meses para ser elaborado, envolvendo equipes da UFMS e do Iplan, e é o primeiro diagnóstico do lixo de Dourados mostrando a quantidade, a qualidade, de onde vem a maior demanda, o que deve ser feito em nível de coleta seletiva, de compostagem do material orgânico, dos resíduos hospitalares, enfim, um trabalho que começará a ser colocado em prática para, segundo Ribeiro, não apenas resolver, mas dar uma destinação correta sob o aspecto ecológico, econômico e social do problema. O prefeito Laerte Tetila encaminhou um pedido de liberação de verba junto ao Ministério do Meio Ambiente no valor de R$ 1,2 milhão. Ribeiro disse que o Plano Diretor será instalado por etapas e que somente com a parte dos estudos já foram gastos em torno de R$ 120 mil.

Entre as três áreas estudadas para se instalar o aterro, foi escolhida uma a cerca de 15 quilômetros da cidade, na estrada para Caarapó, próxima ao Distrito Industrial (DID), com 50 hectares, cuja negociações com o proprietário já foram iniciadas. A escolha do terreno, segundo o diretor, levou em conta a declividade, tipo do solo, proximidade com o córrego para se lançar o chorume tratado, entre outros detalhes de natureza técnica.

A audiência terá duração de três horas e as autoridades presentes farão uso da palavra, cada uma, durante três minutos. Será feita a exposição dos estudos e será aberto um intervalo de 15 minutos para recebimento de inscrições, para intervenções e perguntas. Em seguida o coordenador da mesa de trabalho inicia a fase de debates de acordo com a seqüência das inscrições. As perguntas deverão ser feitas por escrito, mas serão admitidas intervenções verbais.

“Estamos atendendo todas as exigências ambientais em nível de Brasil e a audiência não é apenas para a comunidade científica, mas todos têm o direito a participar (…) todos têm o direito de saber como deverá ser tratado o lixo da cidade”, afirmou Ribeiro.

Fonte: Dourados News

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