22/11/2002 13h39 – Atualizado em 22/11/2002 13h39
Gangues de prisões sul-africanas estão usando o vírus HIV como punição, ao obrigar detentos com Aids a estuprar companheiros desobedientes, disseram autoridades, ontem. Um porta-voz da Fiscalização Judicial de Prisões confirmou que a nova prática tornou-se conhecida há cerca de seis meses e já pode ter se espalhado.
O diretor de fiscalização, Gideon Morris, disse à comissão do governo ontem que o estupro seria realizado por uma ou várias pessoas. “Eles aplicam na vítima o que eles chamam de slow punctured (perfuração lenta), significando que ele vai morrer em um breve espaço de tempo”, disse Morris. “É um novo fenômeno.”
A África do Sul tem o maior número de pessoas infectadas com HIV no mundo. São cerca de 4,8 milhões de pessoas infectadas, ou um em cada nove sul-africanos, em um país com uma população de 42 milhões de habitantes.
O depoimento de Morris sobre o ritual da “perfuração lenta” foi dado antes da Comissão Jali, um inquérito aberto no ano passado para investigar acusações de corrupção e má administração na rede de prisões da África do Sul.
Fonte: Jornal de Brasília





