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sábado, 25 de abril de 2026

Argentina libera a partir de hoje dinheiro retido

25/11/2002 08h47 – Atualizado em 25/11/2002 08h47

“Uma astuta manobra, que terá mais impacto na política do que na economia.” Esta foi a definição de diversos analistas sobre a decisão do presidente Eduardo Duhalde e seu ministro da Economia, Roberto Lavagna, de liberar todos os fundos retidos dentro do “corralito”, como é chamado o impopular semi-congelamento de depósitos bancários implementado em dezembro do ano passado. O dinheiro em conta corrente e poupança será liberado a partir de hoje. No total, o fim do “corralito” permitirá a liberação de 21 bilhões de pesos (US$ 6 bilhões). O governo sustenta que não há motivos para temer uma corrida aos bancos nem uma compra em massa de dólares. Hoje um peso vale US$ 3,50.

Os economistas concordam. Segundo José Luis Espert, um dos mais críticos com o governo Duhalde, as pessoas não irão correndo retirar o dinheiro para comprar dólares. “Além disso, o Banco Central possui reservas suficientes para manter a moeda americana sob controle”, disse. O ex-ministro da Economia e candidato à presidência da República, Ricardo López Murphy, disse que duvida que os argentinos tomem o dinheiro liberado e comecem a comprar a moeda americana. “Uma corrida ao dólar vai depender de muitas circunstâncias. Dependerá de como as pessoas verão o futuro, das expectativas dos argentinos.”

Analistas afirmam ainda que a liberação das contas correntes não terá um efeito importante sobre o mercado, uma vez que se trata de dinheiro que grandes empresas utilizam para negócios com outras empresas e para pagar salários.

Fonte: Gazeta do Povo

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