25/11/2002 09h21 – Atualizado em 25/11/2002 09h21
JAMMU, Índia (CNN) – No terceiro dia consecutivo de violência na região da Caxemira, um militante islâmico invadiu neste domingo o templo hindu de Raghunath, uma instituição de 150 anos, localizada em Jammu, a capital de inverno do estado indiano de Jammu e Caxemira, assassinando nove pessoas e deixando 53 feridas até ser morto pela polícia.
A alguns metros dali, a polícia disse que enfrentou um militante islâmico em outro templo, dedicado à deusa hindu Shiva.
No templo de Raghunath, a polícia e as forças de segurança cercaram o prédio, trocaram tiros com o militante por algumas horas, tomaram a área e esvaziaram o santuário, que é visitado por milhares de fiéis diariamente.
Esse foi o segundo ataque ao templo no ano. Em março, nove pessoas, inclusive dois militantes, foram mortos.
Aumentaram os ataques de militantes islâmicos na região desde que o governo local de Jammu e Caxemira assumiu o poder no mês passado.
No sábado, 17 pessoas foram mortas em vários incidentes, inclusive um no qual oito soldados indianos e quatro civis morreram quando militantes islâmicos detonaram uma mina terrestre sob um comboio que passava.
Seis membros da Força Policial da Reserva Central da Índia foram mortos e nove ficaram feridos na sexta-feira após dois supostos militantes lançarem um ataque suicida contra uma base da polícia na Caxemira, informaram autoridades.
Mais de 60 mil pessoas já morreram na Caxemira desde o início da rebelião muçulmana em 1989.
A Índia acusa o Paquistão de patrocinar a insurgência na Caxemira. Islamabad nega a alegação, afirmando que apóia a causa dos rebeldes, mas não lhes dá assistência material.
Os dois países, que possuem armas nucleares, já travaram duas guerras na disputa pela região.
Fonte: CNN





