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sábado, 25 de abril de 2026

Miss brasileira diz estar chocada com incidentes na Nigéria

25/11/2002 08h34 – Atualizado em 25/11/2002 08h34

A representante do Brasil no concurso de Miss Mundo, a catarinense Taiza Thomsen, disse estar chocada com os acontecimentos na Nigéria, que já deixaram mais de 215 mortos.

Taiza, que chegou a Londres na manhã de domingo, para onde a competição foi transferida depois dos confrontos entre católicos e muçulmanos na cidade nigeriana de Kaduna, se mostrou surpresa ao saber do número de mortos.

“Mais de duzentos mortos? A informação que tínhamos era de umas 20 pessoas.”

A segunda colocada no Concurso Miss Brasil só ficou sabendo dos distúrbios na Nigéria há dois dias, depois que o jornal “This Day”, em Kaduna, publicou um artigo dizendo que até o profeta Maomé se casaria com uma das beldades do concurso, irritando os muçulmanos. O jornal já pediu desculpas pelo artigo.

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“Só aí é que ficamos sabendo dos acontecimentos, e ficamos preocupadas e ao mesmo tempo chocadas com o incidente”, afirmou Taiza.

Desde então, estavam sob forte segurança em um hotel da capital nigeriana, Abuja. Segundo a brasileira, o translado do hotel ao aeroporto da capital nigeriana foi feito dentro de grande sigilo e também cercado de segurança.

“Estamos felizes de ter chegado a Londres, mas ao mesmo tempo tristes porque o povo da Nigéria, na cidade em que fomos, as pessoas nos receberam com muito carinho. Então, estou sentindo falta do carinho e do sorriso das pessoas que nos trataram tão bem. Foi uma pena que tudo isso aconteceu”, disse.

Taiza, tal como outras misses, acha que o concurso de Miss Mundo foi só um protesto para fomentar os conflitos entre cristãos e muçulmanos.

“Eu acho que essa guerra já acontecia entre eles. Eles colocaram o Miss Mundo apenas como pretexto”, afirmou.

Competição

Mesmo com todos os acontecimentos, Taiza disse que nunca pensou em abandonar a competição, como decidiram algumas candidatas. Além disso, a brasileira defende a disputa.

“Não foi o objetivo do concurso ofender a religião de ninguém. Nós queríamos apenas arrecadar dinheiro para as crianças carentes da Nigéria. E não ferir o sentimento de nenhum muçulmano, nenhum cristão, e do povo nigeriano que nos tratou com muito carinho.”

Aos 19 anos, Taiza está cursando pré-vestibular para jornalismo. Sobre a experiência ocorrida na Nigéria, diz não ter recordações tristes.

“Isso não interferiu em nada, só ajudou como experiência. A Nigéria não de me deixou nenhuma decepção, só alegrias.”

Taiza confessou que os conflitos entre muçulmanos e cristão serviram para que tomasse conhecimento da religião muçulmana.

“Eu não conhecia a religião e passei a me informar mais. Acho que é uma cultura diferente da nossa e temos que respeitar.”

Fonte: BBC

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