25/11/2002 10h28 – Atualizado em 25/11/2002 10h28
Os brasileiros consomem cerca de 100 mil toneladas/ano do produto, segundo os grandes fabricantes. Mas, se forem computadas as de pequeno porte, o número sobe para 250 mil toneladas/ano. Se comparada com outros tipos de embutidos, a mortadela ganha na questão preço. Enquanto o quilo do produto é vendido a cerca de R$ 10,00, o do salame italiano é comercializado a R$ 26,00 e o presunto cozido a R$ 15,00. Isso significa uma diferença de 160% e 50%, respectivamente.
O proprietário do Frigorífico Ceratti, Mário Ceratti, afirma estar impressionado com o aumento nas vendas. “Esperávamos que as vendas empatassem com o volume do ano anterior e já estamos computando um crescimento de 10%.” Em função disso, o frigorífico que produzia tradicionalmente cerca de 7 mil toneladas/ano de mortadela ampliou o volume em 700 toneladas. O executivo afirma que espera repetir os mesmos números no próximo ano. “Sabemos que 2003 promete ser um ano de recuperação com o novo governo, mas preferimos nos manter conservadores quanto à elevação na produção.”
As formas de utilização da mortadela ganham novas versões a cada dia. O embutido é consumido desde como acompanhamento para o tradicional pão francês até como recheio em requintados tipos de massas, croquetes, risoles e pratos tipicamente brasileiros, como o cuscuz. Segundo os fabricantes, a mortadela pode ser preparada a partir de carne bovina, suína, ovina, com miúdos, tendões e com ou sem toucinho. Além do Frigorífico Ceratti, fazem parte das grandes produtoras de mortadela do País as empresas: Perdigão, Sadia, Marba, Seara, Chapecó e Aurora.
Fonte: Panorama Brasil




