27/11/2002 13h28 – Atualizado em 27/11/2002 13h28
MELBOURNE, Austrália – Uma equipe de pesquisadores da Austrália informou, na terça-feira, que havia identificado 153 genes que causariam a esquizofrenia, o que significa um passo a mais para a descoberta do que provoca a doença.
Esses 153 genes foram identificados após a revisão sistemática de 12.000 genes, em estudos post-mortem do tecido cerebral de pessoas esquizofrênicas.
“Nesse grupo estão os genes mais relevantes que causam realmente os sintomas da doença, que é nosso objetivo de identificação”, disse o professor Brian Dean, do Instituto de Pesquisas de Saúde Mental.
A equipe de pesquisa dos Laboratórios Rebecca Cooperdel realizou os planos para identificar os genes mais relevantes para o Congresso Australiano de Pesquisa Médica e Saúde.
Dean explicou que o conhecimento geral na atualidade é que a genética desempenhava um papel importante na incidência da esquizofrenia, mas estudos com gêmeos idênticos e que sofrem de esquizofrenia indicaram que também pode haver outros fatores que causam a doença.
“Os gêmeos possuem material genético essencialmente idêntico, mas a probabilidade de que ambos sofram da doença é de somente 46 por cento”, esclareceu Dean.
“Deve haver algo mais que os genes, mas se conseguimos chegar aos genes relevantes (do núcleo), então poderemos começar a pensar no segundo objetivo, que poderia ser o que afete o indivíduo suscetível”.
A pesquisa significa bastante para o tratamento da doença, que utiliza medicamentos que causam efeitos colaterais.
A fase seguinte inclui a detecção sistemática mais avançada do material genético com proteínas, conhecido como ARNm, para depurar o número de genes que realmente causam esquizofrenia a cinco ou 10, provavelmente.
“O centro do problema está nesses genes”, concluiu Dean.
Fonte: Reuters





