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domingo, 26 de abril de 2026

Dólar acelera ritmo de queda, mas se mantém no patamar de R$ 3,60

02/12/2002 09h43 – Atualizado em 02/12/2002 09h43

SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a tendência de baixa nesta primeira hora de negociação. Às 10h12m, a moeda americana era negociada por R$ 3,618 na compra e R$ 3,623 na venda, com recuo de 0,84%. O volume de negócios ainda é reduzido, mas o clima é de tranqüilidade. O bom desempenho dos títulos da dívida externa brasileira colabora para a queda da cotação. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em janeiro está em R$ 3,592, com queda de 1,16%.

A primeira semana de dezembro deverá ter como principais destaques a divulgação de novos índices de inflação e o provável anúncio de nomes do primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa dos operadores também é de que a liquidez dos negócios neste mês seja reduzida gradativamente, devido à proximidade do final do ano.

O dólar terminou o mês de novembro em alta de 0,69%, com os investidores atentos às rolagens das dívidas públicas e à possibilidade de novos aumentos da taxa básica de juros. A aceleração da inflação, que para o IGP-M já ultrapassa os 5%, justifica o temor de nova alta da taxa Selic.

A taxa básica está hoje em 22% ao no e já sofreu ajustes em outubro (três pontos) e em novembro (um ponto). Nos negócios na BM&F, as taxas de juros futuras mostram aposta do mercado em um ajuste de pelo menos mais um ponto na taxa básica. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir sobre os juros está marcada para os dias 17 e 18.

Nesta segunda, o mercado resgata das mãos do Banco Central US$ 2,3 bilhões, dos quais o BC conseguiu renegociar 71,3%. O próximo vencimento da dívida pública cambial acontece no dia 12 e soma US$ 1,8 bilhão. Com isso, o mercado pode ter uma folga no que diz respeito às pressões típicas das vésperas de vencimentos públicos. Mesmo assim, a pressão por parte de empresas com dívidas a saldar no exterior deve se manter firme nas próximas semanas.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem hoje e amanhã à Argentina e ao Chile, prometeu anunciar nomes do seu ministério depois de sua volta, marcada para a quarta-feira. Assim, se intensificam as especulações do mercado em torno do presidente do Banco Central.

Nesta manhã, o principal destaque no mercado é o bom desempenho dos títulos da dívida externa brasileira. Há pouco, o C-Bond subia 1,50%, cotado a 63,12%. Na BM&F, os juros futuros operam em baixa, acompanhando a tendência do dólar. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2003, o mais negociado, está em 26% ao ano, contra os 26,05% do fechamento de sexta-feira.

Fonte: GloboNews

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