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domingo, 26 de abril de 2026

Flórida vai executar terceiro detento condenado à pena de morte

02/12/2002 15h13 – Atualizado em 02/12/2002 15h13

O Estado norte-americano da Flórida se prepara hoje para executar o terceiro condenado à pena de morte neste ano, enquanto que um quarto poderia ser julgado na próxima sexta-feira. Se não mediar ou interceder um perdão de última hora, Amos Lee King será executado hoje mediante uma injeção letal às 18h (21h de Brasília), na prisão de Raiford, no norte da Flórida. Ontem, a juíza da cidade de Clearwater (Florida), Susan Schaeffer, rejeitou três moções apresentadas na quinta e sexta-feira pelos advogados de King para atrasar ou desprezar a sentença. King, de 47 anos, foi condenado por violar, espancar e apunhalar até a morte em 1977 Natalie Brady, uma viúva de 68 anos.

Brady vivia nas imediações do Centro de Detenção de Tarpon, no litoral oeste da Flórida, onde King cumpria condenação por roubo de armas. King afirma que não cometeu o crime e seus advogados solicitaram a suspensão de sua execução argumentando que a polícia perdeu provas que podiam ser utilizadas para analisar o DNA do réu.

As autoridades planejam também a execução de Linroy Bottoson, de 63 anos, em 6 de dezembro, às 18hs (21h de Brasília), também na prisão de Raiford. Bottoson foi condenado pelo assassinato em 1979 de Catherine Alexander, a quem seqüestrou, apunhalou e atropelou, depois de assaltar o escritório de correios onde trabalhava na Florida.

King e Bottoson passaram mais de vinte anos no corredor da morte e, previamente, suas execuções foram adiadas duas vezes este ano. A primeira vez que ordenaram a execução de King foi em janeiro deste ano, depois foi suspensa e posteriormente reprogramada para julho, mas o Tribunal Supremo da Flórida deu um prazo indefinido, enquanto determinava se a pena de morte no Estado era inconstitucional.

O processo de Bottoson, que em fevereiro esteve só a três horas de receber uma injeção letal, passou por uma evolução similar. O Tribunal Supremo da Florida suspendeu pela segunda vez sua execução em julho, pelas mesmas razões utilizadas para adiar o julgamento de King.

Ambas as execuções foram reprogramadas depois que o máximo tribunal estatal ratificou em outubro passado que é constitucional a lei da Florida que estabelece que os juízes possam dar uma condenação à morte. Outros dois condenados foram executados este ano no Estado, ambos há menos de 60 dias.

Em 9 de outubro, a assassina em série de sete homens Aileen Wuornos, apelidada de “Donzela da morte”, foi executada com uma injeção letal na prisão de Starke, ao norte da Flórida. Sete dias antes e na mesma prisão, o cubano Rigoberto Sánchez Velasco recebeu por via intravenosa um coquetel letal de pentotal de sódio, bromuro e cloreto de potássio. Ambos foram julgados depois que psiquiatras determinaram que estava psicologicamente sãos e com capacidade de entender as razões de suas condenações.

Incluindo King e Bottoson, 367 convictos por assassinatos esperam na Flórida seu julgamento no “corredor da morte” de diversas prisões estatais. Desde 1976, quando se incorporou novamente a legislação estatal criminal à pena de morte, foram executados 52 réus e oito deles escolheram morrer por meio de uma injeção letal. Desde 1924, a Flórida já aplicou a pena de morte a 247 condenados.

Fonte: Agência EFE

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