04/12/2002 14h15 – Atualizado em 04/12/2002 14h15
SÃO PAULO – O promotor Roberto Tardelli afirmou hoje em entrevista ao document.write Chr(39)Bom Dia, São Paulodocument.write Chr(39) que os três acusados pelo assassinato do casal Marísia e Manfred Von Richthofen, denunciados por duplo homicídio triplamente qualificado, devem ser condenados a 20 anos de prisão.
- A gente imagina uma pena em torno de 20 anos. Não trabalhamos com a hipótese de pena máxima nesse processo – afirmou ele, lembrando que pela legislação brasileira ninguém pode ficar preso por mais de 30 anos.
Na hipótese de condenação, a pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão para cada homicídio cometido.
A filha das vítimas, Suzane Louise Von Richthofen, de 19 anos, o namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, prestaram depoimento ontem ao juiz Alberto Anderson Filho, presidente do 1º Tribunal do Júri. No depoimento, Suzane disse ao juiz foi o namorado quem teve a idéia de praticar o crime. Daniel, no entanto, rebateu as acusações e disse que o plano partiu de Suzane.
- Eles já admitiram a autoria, como se deu o planejamento, como atuaram no dia do crime. Quiseram aliviar a responsabilidade que cada um tem sobre si. De alguma forma ela quis passar que a idéia foi do namorado, claro que um teve a idéia em algum momento, mas o fato é que a idéia foi amparada por todos – declarou o promotor.
Para Tardelli, o importante é que os três suspeitos tiveram a intenção de matar e participaram do crime.
- O importante é que o crime foi doloso e a ação foi dos três. Eles tiveram todas as oportunidades que a vida e o destino deram para não matar.
Durante o depoimento, Suzane se mostrou arrependida.
- É um sinal de arrependimento, mas pelo resultado que a empreitada teve. Ela está arrependida porque está presa e solitária – comentou o promotor.
A advogada de Suzane, Claudia Bernasconi, afirmou que pode surgir algum fato novo no processo, mas não entrou em detalhes.
- Não vejo que poderia surgir um fato novo – disse Tardelli, ressaltando que os três já confessaram o crime.
O promotor reafirmou que Andreas, irmão de Suzane, será preservado e não deverá ser chamado para depor sobre o caso.
Fonte: Rede Globo



