11/12/2002 08h50 – Atualizado em 11/12/2002 08h50
Um bebê nascido há 40 dias foi baleado na cabeça no colo da mãe, em meio a um tiroteio, em uma casa do Jardim Santa Cruz, periferia de Salto (105 km de SP), por volta das 21h15 de anteontem.
Segundo a Polícia Civil de Salto, o menino L. foi atingido de raspão na cabeça e perdeu um olho, devido ao impacto da bala. Ele está internado no Hospital Regional de Sorocaba, onde foi operado, e não corre risco de morrer.
A mãe da criança, V., 17, foi baleada no ombro e também passa bem, de acordo com informações do hospital.
A polícia informou que a adolescente e o bebê foram baleados por três homens, que entraram armados na casa onde eles moram em Salto para “acertar contas” com o pai de L., Fábio Fernandes da Silva.
“A mãe disse que viu os homens chegarem. Um ficou fora e os outros dois foram conversar com o Fábio. Ela, então, teria se virado com o menino nos braços, quando ouviu tiros e depois foi atingida por um deles”, disse o chefe dos investigadores da polícia de Salto, Antônio Nodir.
Segundo o investigador, um dos homens que invadiram a casa, Valdinei Fernandes, foi baleado nas costas, provavelmente por Silva, que conseguiu fugir. Silva ainda não se apresentou à polícia e está sendo procurado.
Já o homem baleado por ele está no hospital em Sorocaba e deve ser detido assim que for liberado do tratamento.
A polícia acredita que Fernandes apresentou nome falso no momento da prisão e ainda investiga a sua real identidade.
Os outros dois “invasores” da casa do Jardim Santa Cruz, que se identificaram como Peterson e Pierre, também estão presos.
Os três acusados de iniciar o tiroteio foram detidos pela polícia trafegando em uma Brasília, logo depois de balear a mulher e o recém-nascido.
“Cada um deles joga a culpa pelos tiros no outro, mas não falam por qual motivo isso foi feito. Já a mãe da criança atingida afirma que foi o Valdinei quem atirou”, disse o investigador. Os homens detidos ainda não têm advogado constituído.
A Polícia Civil de Salto informou que apura a possibilidade de os acusados terem ido à casa de Fábio Silva para cobrarem dívidas relacionadas ao tráfico.
“Normalmente esse tipo de acerto tem relação direta com drogas. É a hipótese mais provável”, afirmou Nodir.
Fonte: Folha de Campinas



