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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Número de mulheres e crianças palestinas mortas chega a 700

12/12/2002 08h33 – Atualizado em 12/12/2002 08h33

O ministro de Saúde Pública da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ahmed Shibi, fez um apelo ontem à comunidade internacional para que incentive Israel a deter as mortes de mulheres e crianças palestinas, que somam 693 desde que começou a Intifada. Em entrevista coletiva, Shibi disse que as Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde e a comissão de Direitos Humanos da ONU “devem exigir de Israel o fim das mortes intencionais de mulheres e crianças nos territórios palestinos”.

O ministro ressaltou que, desde o começo da Intifada palestina há dois anos, o Exército israelense causou a morte de 162 mulheres e 531 rapazes menores de 18 anos. Shibi acrescentou que desde janeiro deste ano até agora os soldados israelenses mataram na Cisjordânia e em Gaza 116 mulheres e 226 crianças e adolescentes.

Ele explicou que a maioria das mortes aconteceu durante as incursões dos soldados israelenses nos territórios controlados pelos palestinos tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza. “Eles não estavam envolvidos no conflito, morreram enquanto dormiam em suas casas, ou em seus afazeres diários”, assinala Shibi em um relatório que pretende enviar às Nações Unidas e a determinados países.

O ministro palestino condenou estas práticas contra “indefesos palestinos” e acrescentou que as ações de Israel “constituem uma flagrante violação da Quarta Convenção de Genebra de proteção dos cidadãos civis em caso de guerra”. Ele advertiu também para a difícil situação da saúde nos territórios palestinos sob ocupação israelense que as mulheres e as crianças enfrentam. “O mundo inteiro e as organizações humanitárias devem cuidar da assistência médica dos palestinos e obrigar Israel a cumprir as leis internacionais da Convenção de Genebra”, concluiu Shibi.

Fonte: Agência EFE

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