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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Polícia de Mato Grosso desarticula máfia do Detran

12/12/2002 09h02 – Atualizado em 12/12/2002 09h02

A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou ontem duas quadrilhas especializadas em fraudar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), durante a operação batizada de “Mamãe Noel”. Dezessete pessoas foram presas, incluindo dois ex-funcionários do órgão público.

O ex-diretor de Habilitação do órgão, João Shimada, foi preso em flagrante com documentação pública em sua casa e enquadrado por falsificar documentos públicos. O ex-diretor, que era contratado do órgão, foi exonerado há cerca de 40 dias. Três pessoas que estão com mandado de prisão decretado fugiram.

Entre os materiais apreendidos durante a operação, está uma máquina de autenticação do Detran, localizada em um escritório de despachante. Documentos e computadores também foram apreendidos, além de papel para confecção de identidades e carteiras de habilitação.

As investigações sobre as quadrilhas foram chefiadas pelas delegadas Maria Alice Amorim, do Delegacia de Combate a Crimes Contra o Poder Público, e Alana Derlene Cardoso. As quadrilhas que agiam no Detran não tinham ligação entre elas. Uma agia na emissão de carteiras de habilitação e outra atuava em falsificações. Apesar do nome dos líderes estar sendo mantido em sigilo, a polícia informou que eles já estão presos.

O prejuízo calculado pela sonegação de tributos e taxas, em pouco mais de seis meses, pode chegar a R$ 1,5 milhão. O número de carteiras falsas circulando em Cuiabá ainda não foi precisado, assim como o tempo de atuação das quadrilhas. As investigações sobre a máfia que agia dentro do Detran estavam sendo conduziadas há 10 meses.

Todas as prisões em flagrante aconteceram em virtude dos onze mandados de apreensão e busca, que foram cumpridos em uma garagem, duas auto-escolas, três escritórios de despachante e em residências de suspeitos. O juiz do juizado especial criminal, Mário Roberto Kono, expediu ainda 11 mandados de prisão provisória.

A detenção tem prazo de cinco dias, que podem ser prorrogáveis. O pedido de prisão provisória foi elaborado pela promotora criminal Ana Cristina Bardusco.

Fonte: Diário de Cuiabá

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