19/12/2002 15h05 – Atualizado em 19/12/2002 15h05
A situação dos direitos humanos no Brasil melhorou de acordo com o ranking mundial de 2002 da organização americana Freedom House (FH), divulgado hoje, no qual Cuba – junto com outros oito países – permanece no nível mais baixo.
O grupo afirma que os maiores progressos em matéria de direitos humanos nos últimos 30 anos aconteceram na América Latina e regiões da Ásia-Pacífico e Centro e Leste da Europa.
Em seu informe anual internacional, a FH disse que nos 29 países houve avanços, como no Brasil, Lesoto, Senegal e Iugoslávia, que entraram no ranking de nações “livres” para a organização.
Dois países – Bahrein e Quênia – passaram à categoria de “parcialmente livres”, enquanto a Costa do Marfim retrocedeu à condição de “não livre”. A organização destaca que os progressos aconteceram, apesar das drásticas medidas tomadas para combater a ameaça do terrorismo.
“Enquanto alguns governos utilizam a guerra global contra o terrorismo para justificar a repressão de seus opositores políticos, o informe revela que, depois de tudo, o mundo não sofreu um sério desgaste dos direitos humanos desde o dia 11 de setembro”, disse o presidente da entidade, Adrian Karatnycky.
Muitos dos avanços aconteceram nos países que não sofrem com o impacto direto da rede terrorista, como Brasil e Iugoslávia, mas também houve progresso nas regiões do mundo onde o terrorismo significa uma ameaça. Entre os nove países que se encontram nas últimas posições do ranking, estão Cuba, Iraque, Birmânia, Coréia do Norte e Arábia Saudita. Cerca de 2,7 bilhões de pessoas vivem em países catalogados como “livres” pela entidade, enquanto 2,2 bilhões estão nas nações que não o são, incluindo os 1,27 bilhão que vivem na China.
Fonte: Dourados News




