19/12/2002 09h19 – Atualizado em 19/12/2002 09h19
O futuro presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje que assumirá o cargo com a maioria dos atuais diretores da instituição. Em entrevista ao Bom Dia Brasil, Meirelles, aprovado ontem pelo Senado para presidir o BC no governo LuLa, prometeu empenho para manter a inflação sob controle.
A postura garantiria condições de o Brasil voltar a registrar crescimento econômico, justificou o futuro presidente do BC. “A política econômica do governo é fazer com que o País cresça. Isso não depende apenas da taxa de juros, mas de vários fatores. A taxa de juros visa trazer a economia e a inflação a patamares mais adequados”, disse em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil.
Meirelles disse que a aversão ao risco em todo o mundo, somado a fatores diversos e específicos do Brasil e da América Latina, fez com que houvesse uma diminuição do fluxo de linhas de crédito. Mas informou que “a conversa do (futuro) ministro Palocci no Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) foi muito positiva”. “Estou sentido que começa a haver, aos poucos, uma retomada de linhas de crédito”. O ministro Pedro Malan disse, esta semana, que a economia brasileira está “saindo da UTI”.
O futuro presidente do BC deixou claro que o governo Lula tem um compromisso com o combate à inflação. “Vamos perseguir essa meta com vigor. Não há dúvida. Espero que a sociedade entenda que esse objetivo será perseguido com toda a determinação”, disse Meirelles sem tocar em números.
Sobre a composição de sua equipe no Banco Central, o futuro presidente do BC disse que a atual equipe é “muito boa”. “Não vejo razões para mudanças bruscas. Um ou mais deles (funcionários) podem permancer”. Meirelles disse que, ao aceitar presidir o Banco Central, deixou para trás sua carreira política e pública. “Quando eu estava no banco (Bank Boston) não tinha preocupação com carreira política”, disse. “O mesmo vai ocorrer agora”.
Fonte: Terra




