20/12/2002 10h51 – Atualizado em 20/12/2002 10h51
Os jornalistas italianos apóiam hoje uma greve de 24 horas convocada por seu sindicato, a Federação Nacional de Imprensa, em protesto pela falta de acordo com os editores sobre os fundos de assistência social e a aplicação da norma contratual.
A paralisação envolve os serviços das agências de notícia e das emissoras de rádio e televisão, que só transmitem noticiários em formato reduzido duas vezes por dia, em aplicação aos serviços mínimos, e os portais de Internet, que não são atualizados.
A greve fará com que os jornais não cheguem às bancas amanhã, como anunciam hojem em suas capas todos os diários. Com esta mobilização, o sindicato unificado dos jornalistas italianos pede um aumento da contribuição empresarial para o fundo de assistência de saúde, social e de pensões e solicita que seja mantido o nível atual de emprego no setor.
Outro fator responsável por essa paralisação foi o contrato nacional sobre os freelances e os colaboradores, cuja aplicação é pedida pela Federação da Imprensa com uma atenção especial.
A greve também dirige uma de suas exigências ao Governo, ao qual o sindicato de jornalistas acusa de “colocar em perigo o pluralismo informativo”.
Esta demanda foi defendida, particularmente, pelos funcionários da rádio televisão pública RAI, que protestam pela perda de audiência da emissora e pelas incertezas em torno de um conselho de administração, que viu três de seus cinco membros renunciar.
A Federação italiana de editores qualificou a paralisação de “fantasma”, por entender que ocorre à margem das freqüentes negociações contratuais, que terão início proximamente.
Fonte: Agência EFE



