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domingo, 3 de maio de 2026

Desastres naturais mataram mais que terror em 2002

30/12/2002 14h33 – Atualizado em 30/12/2002 14h33

Apesar do aumento da preocupação mundial com terrorismo, em 2002 mais pessoas morrerem em razão de desastres naturais do que por uma catástrofe provocada. A maior companhia de seguros do mundo, Munich Re, afirmou em um relatório anual sobre desastres naturais que 11 mil pessoas morreram em enchentes, terremotos, tempestades e outros desastres naturais em 2002. “Mesmo que as catástrofes humanas em 2002 tenham sido marcadas por numerosas quedas de avião, acidentes de navio, grandes incêndios e mais ataques terroristas, eles estão longe de alcançar a mesma amplitude da perda econômica ou do número de vítimas das catástrofes naturais”, disse um porta-voz da empresa.

Este ano, o número de mortos foi menor que os 25 mil de 2001, quando um terremoto atingiu o oeste da Índia, matando ao menos 19,7 mil pessoas, mas as perdas econômicas de tantos desastres elevaram-se de US$ 35 bilhões para US$ 55 bilhões. Em termos de mortes, o único grande desastre em 2002 foi um terremoto em março no Afeganistão, onde o número de vítimas fatais excedeu 2 mil, mas não fez aumentar as perdas econômicas.

A empresa de seguros disse que o desastre mais dispendioso foram as enchentes no centro e leste da Europa. As cheias de agosto, que atingiram Praga, a capital da República Checa, e a cidade alemã histórica de Dresden, mataram cerca de 230 pessoas e causaram perdas econômicas de US$ 18,5 bilhões. Apenas US$ 3 bilhões do patrimônio estava segurado.

Os especialistas da Munich também detectaram uma tendência de crescimento de catástrofes naturais, com chuvas recordes na Europa e seca e ondas de calor nos Estados Unidos e na Austrália, com incêndios florestais. O calor é visto como um novo evento do El Nino, fenômeno é causado por um aquecimento na superfície no leste e centro do Pacífico. Os meteorologistas disseram que o atual El Nino provavelmente será mais fraco que o de 1997-98.

A Munich Re afirmou esperar que as perdas econômicas aumentarão em particular em desastres relacionados à natureza, acrescentando: “2002 foi, ao lado de 1998, o ano mais quente desde que começaram as variações de temperatura – e isso é um indício da ainda não superada tendência de aquecimento global.”

Fonte: Reuters

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