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domingo, 3 de maio de 2026

Dólar e aftosa prejudicam exportações

30/12/2002 16h03 – Atualizado em 30/12/2002 16h03

Um dos maiores exportadores de carne do Estado, o empresário Antônio Russo Neto, do Grupo Independência Alimentos, explicou que a queda nas exportações aconteceu por conta da paralisação nas vendas de carne para o Chile e para todos os demais compradores nos meses de setembro e outubro, e um pouco no mês de novembro também. Nesse período verificaram-se dois fatos atípicos, que resultaram na redução drástica das exportações de carnes de Mato Grosso do Sul para países como Israel, Chile, e para os países europeus e asiáticos. Com a subida do dólar em relação ao real, explicou Antônio Russo, os importadores de carne bovina passaram a demonstrar, na hora da negociação dos contratos, interesse em pagar muito menos pela tonelada, em função da desvalorização do real.

Os exportadores, então, decidiram não vender mais a carne, pois o preço passou a não compensar. Antônio Russo lembra que foi nessa época, quando deixaram de vender carne para fora do País, que os abates foram reduzidos tanto que vários frigoríficos decidiram fechar as portas e dar férias coletivas aos funcionários. Foi o caso de duas indústrias do Grupo Independência Alimentos, os frigoríficos de Anastácio e Campo Grande (antigo Matel), que permaneceram fechados durante mais de 30 dias. E o outro fator que acabou resultando na queda das exportações foi a incidência de focos de febre aftosa no Paraguai, muito próximo à fronteira daquele país com o Estado de Mato Grosso do Sul. Naquela oportunidade, por precaução, o Chile, que importa aproximadamente 1.600 toneladas de carne por mês dos exportadores sul-matogrossenses, decidiu suspender as suas compras.

Fonte: Correio do Estado

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