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domingo, 3 de maio de 2026

Israelenses querem medidas de segurança

30/12/2002 08h46 – Atualizado em 30/12/2002 08h46

A maioria dos assentamentos judeus nos territórios palestinos exigem muros de segurança eletrônicos “inteligentes” para impedir os ataques de membros da resistência palestina. Conforme Eliezer Hasdai, o chefe da segurança do Conselho de Assentamentos “Yesha”, apenas dez dos 150 assentamentos, onde vivem cerca de 200 mil colonos, disseram que não desejam um muro de segurança.

Durante os últimos dois anos quase a totalidade dos assentamentos pediram às autoridades militares israelenses que instalem um muro eletrônico de características parecidas ao que cerca a Faixa de Gaza e o que se encontra em processo de construção na Cisjordânia. Apesar das promessas feitas por funcionários do governo israelense, entre eles o antigo ministro de Defesa trabalhista, Benjamin ben Eliezer, a construção dessa barreira de segurança não foi feita devido a falta de orçamento.

As autoridades militares calculam que o custo de muros para todos os assentamentos seria de US$ 209 milhões. Por sua vez, Hasdai sustenta que o custo seria muito mais baixo, de cerca de US$ 313.050 dólares por assentamento, ou seja, aproximadamente US$ 47 milhões no total. Hasdai, que se reunirá nos próximos dias com o atual ministro de Defesa, Shaul Mofaz, disse que até o momento cinco assentamentos se encontram protegidos, e apenas parcialmente, por esses equipamentos de segurança planejados para prevenir a entrada de atacantes.

No caso do assentamento de Itamar, situado perto da cidade de Nablus, o próprio Conselho de Assentamentos está construindo um muro eletrônico devido a que o Ministério de Defesa anunciou que não a podia financiar. Os residentes de Itamar se opunham, por razões ideológicas, ao levantamento de um muro até que quatro membros de uma das famílias foram mortos em um ataque palestino no passado 20 de junho. Antes do atentado os colonos dessa localidade consideravam a construção de um muro um sinal de fraqueza.

Na sexta-feira passada um atacante palestino penetrou em um assentamento ao sul da cidade cisjordaniana de Hebron, matou quatro israelenses e deixou feridos outros dez, a maioria deles soldados. A imprensa israelense informou na passada quinta-feira que as autoridades militares começaram a proteger os assentamentos judeus da Cisjordânia criando a seu redor “zonas de segurança”, que ficarão sob controle militar e às que não terão acesso os palestinos. As zonas de segurança, que terão centenas de metros de largura, serão marcadas por uma cerca e dentro delas os soldados farão o patrulhamento com a ordem de disparar contra que tentem infiltrar-se.

Fonte: Agência EFE

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