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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Organismos internacionais garantem apoio ao programa Fome Zero

31/12/2002 13h38 – Atualizado em 31/12/2002 13h38

Brasília – No primeiro pronunciamento que fez depois de eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva impôs-se o desafio de, em quatro anos, fazer com que cada brasileiro tenha três refeições diárias. Pelo programa de governo do PT, vencer esse desafio cabe ao programa Fome Zero, que já tem apoio garantido de organismos

internacionais, como o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Além de disponibilizar recursos, esses organismos uniram-se, pela primeira vez na história brasileira, para traçar o diagnóstico e as linhas de condução do plano.

Segundo o coordenador do programa, José Graziano, o objetivo é acabar com o modelo assistencialista, que desemboca na exclusão social, e promover o fim da pobreza, por meio da

inclusão econômica, inserindo todos os cidadãos no mesmo processo de desenvolvimento, em um projeto que prevê a participação de toda a sociedade.

O empresário Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, defende um amplo debate, envolvendo todos os setores sociais, para elaborar o programa de segurança alimentar.

“O Fome Zero é um dos melhores projetos dos últimos anos porque abre a possibilidade de realização do mais importante pacto entre o governo e a sociedade, que é o pacto contra a pobreza”, disse o empresário.

Ele diz que as tentativas feitas até agora fracassaram porque não houve o envolvimento direto de empresários, trabalhadores e da sociedade civil.

”Pelo modelo atual, o empresário é chamado apenas para financiar projetos. O modelo proposto pelo governo Lula inclui a participação do empresariado, comprometendo a todos”, afirma Oded.

Defensor de parcerias entre empresas e o terceiro setor, Oded ressalta a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – proposta do presidente Lula que contempla a

participação de todos os setores sociais na elaboração das políticas de desenvolvimento – como foro adequado para a viabilização do programa de combate à pobreza.

O Fome Zero já conta com R$ 1,8 bilhão previstos no orçamento para o próximo ano. Além disso, o presidente do Bird, James Wolfensohn, em visita ao Brasil, prometeu um desembolso entre US$ 6 bilhões e US$ 10 bilhões para o Brasil ao longo dos primeiros três anos do novo governo. Wolfensohn, inclusive, chegou a dizer que aguardava “ansiosamente” o início da parceria.

Ele alertou também para a importância da parceria. “O dinheiro que o Banco Mundial vai dar não é o mais importante. A questão aqui é saber o que os brasileiros vão fazer. Tem que haver sacrifícios, tem que haver compartilhamento”, disse Wolfensonh.

Fonte: Agência Brasil

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