02/01/2003 15h50 – Atualizado em 02/01/2003 15h50
Várias aves cobertas por óleo combustível começaram a chegar às costas da Bélgica depois do choque ocorrido ontem à noite no canal da Mancha entre o petroleiro turco Vicky e o cargueiro naufragado Tricolor. O Centro de Amparo de Aves do porto de Ostend (oeste da Bélgica) informou hoje que, após a colisão, a equipe deste centro está empenhada em eliminar os restos do óleo que contaminaram 22 pássaros.
Apesar de as guarda-costas francesa e belga terem ressaltado que o combustível transportado pelo Vicky não vazou para o mar, o controlador do porto de Ostend Willen van Poucke assegurou hoje que uma pequena quantidade do óleo chegou a ser derramada após o choque, embora tenha assegurado que isso não traz nenhum risco para o meio ambiente. O Centro de Amparo de Aves de Ostend atende a cada ano 200 pássaros afetados pelos sucessivos derramamentos de carga dos navios que transitam pelo Canal da Mancha.
O petroleiro Vicky, que transportava cerca de 70 mil toneladas de óleo combustível altamente inflamável, se chocou ontem à noite contra os restos do Tricolor, um navio que afundou no dia 14 de dezembro com 2.862 veículos de luxo a bordo depois de bater no cargueiro Kariba. Hoje, o Vicky conseguiu se soltar dos restos do Tricolor graças à maré alta e atracar em um local seguro, ao passo que um terço do combustível que transportava já foi bombeado.
O petroleiro turco, que ia de Antuérpia (Bélgica) a Nova York, tem apenas um casco, assim como o Prestige, que afundou em frente às costas do noroeste espanhol. Com o intuito de evitar catástrofes semelhantes e de tornar mais seguro o transporte de produtos altamente poluentes em águas do continente europeu, a Comissão Européia propôs há algumas semanas a proibição da circulação de navios deste tipo.
A expectativa é de que esta proposta entre em vigor em março de 2003. Para isso, o projeto deverá contar com a aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho de Ministros. A Comissão Européia quer proibir imediatamente os navios com apenas um casco de transportarem produtos como petróleo, óleo combustível, derivados do petróleo, alcatrão e produtos betuminosos, de atracar, ancorar ou sair dos portos comunitários.
Fonte: Agência EFE





