02/01/2003 16h08 – Atualizado em 02/01/2003 16h08
O dólar comercial fechou em queda de 0,28% no primeiro dia de negócios com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A moeda abriu em baixa de 0,47%, oscilou um pouco no meio da tarde, chegando a ser negociada a R$ 3,561 (alta de 0,45%), mas retomou o movimento negativo, encerrando o dia a R$ 3,535. A cotação mínima foi de R$ 3,506 (queda de 1,10%). Os dados de fechamento ainda são preliminares.
Na avaliação de Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, a alta registrada no meio da tarde refletiu uma operação de hedge (proteção contra oscilações do dólar) realizada no mercado. Com volume de negócios fraco, qualquer operação diferenciada já causa grandes oscilações na moeda.
Marco Antonio Azevedo, da corretora Brascan, disse que a tendência ainda é de queda da moeda. Maurício Zanella, do Lloyds TSB, acredita que o mercado deve voltar ao normal somente a partir da próxima segunda-feira.
Os nomes que formam a equipe econômica do ministro Antonio Palocci (Fazenda) foram bem recebidos pelo mercado. As expectativas agora giram em torno das futuras ações do Banco Central em relação à trajetória da taxa básica de juro, que está atualmente em 25% ao ano.
No final da tarde, o risco-país brasileiro registrava queda de 4,08%, para 1.387 pontos básicos. No último dia útil de 2002, o risco-país fechou a 1.446 pontos, apontando um avanço de quase 70% em relação ao fechamento de 2001, quando encerrou o ano com 854 pontos.
O risco-país funciona como uma medida da confiança do mercado na capacidade do país de honrar seus compromissos externos. Quanto maior a probabilidade de não pagamento que o mercado atribui a esse país, maior o risco. Assim, quando o indicador brasileiro sobe, ele dá uma sinalização numérica da desconfiança crescente do mercado e quando cai demonstra o inverso.
Fonte: Folha Online




