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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Chinês defende “arte” de comer bebês

03/01/2003 14h23 – Atualizado em 03/01/2003 14h23

Um artista chinês envolvido na polêmica acerca da apresentação em que ele aparentemente come um bebê morto disse que não sente necessidade de se defender.

Zhu Yu, 32, cercado de fotos que registram o ato, expostas em seu apartamento em Pequim, afirmou que era sua “responsabilidade” como artista estimular o debate sobre moralidade e arte.

“Um artista não fornece respostas, mas levanta possibilidades”document.write Chr(39), disse pouco antes do horário previsto para que o Channel 4 da TV britânica exibisse o documentário em que ele, casado, mostra fotografias em que lava um bebê natimorto em uma pia e coloca partes de seu corpo desmembrado na boca.

“Quando encaramos uma questão, devemos tentar permitir que as pessoas a discutam para produzir um debate mais profundo”, disse Zhu.

“Se as pessoas não abominassem esse ato, não o detestassem, aí, sim, haveria algo errado. Elas estão certas em censurá-lo.”

Políticos e críticos dos meios de comunicação condenaram a transmissão prevista, mas a Broadcasting Standards Commission britânica afirmou que não poderia julgar um programa antes que ele fosse exibido.

A Embaixada da China em Londres atacou o programa alegando que prejudica a imagem do país.

Zhu começou a causar polêmica em performances alternativas na China em 2000, em que enxertava pedaços de pele removidos cirurgicamente de sua barriga no cadáver apodrecido de um porco.

O artista, que diz ser um protestante devotado, afirma que não existe em nenhum lugar da Bíblia uma proibição explícita ao consumo de carne humana.

“Não há nada que não possa ser conciliado com a arte, inclusive a moral”, disse. “Até mesmo pessoas clonadas estão surgindo. Não temos mais tantos tabus. Em última instância, temos ou não temos um limite? Essa é uma questão que esse trabalho levanta.”

Ele batiza o trabalho de “Comendo gente” e diz que foi apresentado em sua casa no início de 2001.

Em maio de 2001, o ministro chinês da Cultura divulgou normas segundo as quais artistas que usem partes de corpos humanos ou de animais podem sofrer penas de até dez anos de prisão.

Zhu afirma que as normas não têm a mesma força que a lei chinesa; elas afetavam sua capacidade de se apresentar, mas não de fazer arte.

Fonte: Reuters

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