03/01/2003 16h23 – Atualizado em 03/01/2003 16h23
Simpatizantes do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seus opositores se enfrentaram hoje com pedras e fogos de artifício, na primeira marcha de protesto do ano.
Num primeiro momento, integrantes da Guarda Nacional (GN) e da Polícia Militar dispersaram com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha os simpatizantes de Chávez, que desde cedo se concentravam perto da base militar Forte Tiuna, destino final da marcha de oposição.
Minutos mais tarde, a GN e a Polícia Militar também dispersaram também os opositores, que não concluíram a marcha, criando uma grande confusão no local, no sudoeste de Caracas.
Inicialmente, os defensores de Chávez protestaram de maneira pacífica contra a marcha opositora denominada a Grande Batalha e gritaram palavras de ordem contra os jornalistas locais, que acusaram de ser “mercenários, fascistas, assassinos e imperialistas”.
No entanto, à chegada do primeiro grupo de opositores, começaram a atirar pedras, fogos de artifício e outros objetos. A ação foi respondida pelos opositores, que devolveram as pedras e os objetos lançados. A confusão começou a reinar no local, enquanto aparentemente as bombas de gás e as balas de borracha conseguiram paralisar os enfrentamentos entre ambos bandos.
O governo não anunciou para hoje manifestações de seus adeptos, por isso se presume que as pessoas se concentraram de maneira espontânea para rejeitar a primeira marcha de oposição do ano.
Alguns manifestantes do governo cobriram seus rostos com capuzes e provocaram um incêndio de médio porte em uma área verde perto do Forte Tiuna. Não foram divulgadas informações sobre feridos.
Os opositores tentavam chegar até o Forte Tiuna para exigir dos militares respeito ao Estado de Direito. A aliança de oposição Coordenadoria Democrática lidera uma greve geral contra o governo que completa hoje 33 dias que é apoiada por gerentes e funcionários da estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA), com o fim de conseguir uma antecipação das eleições ou a renúncia do presidente Chávez.
Fonte: Agência EFE




