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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Existe vida após a morte… para os telefones celulares

06/01/2003 08h58 – Atualizado em 06/01/2003 08h58

LONDRES – Fabricantes de telefones celulares estão acelerando esforços de reciclagem na tentativa de reduzir a crescente montanha de desperdício eletrônico.

Grandes fabricantes, como Nokia, Ericsson e Siemens, assinaram um acordo prometendo tornar seus aparelhos mais fáceis de reciclar e assegurar aos consumidores um melhor conhecimento de como se desfazer dos velhos telefones.

O esquema tem como alvo milhões de europeus que guardam modelos antiquados como sobressalentes ou os jogam no lixo.

Os fabricantes estão constantemente introduzindo novos modelos e a idade média de um aparelho é de cerca de 18 meses. A União Européia estima que, somente na Grã-Bretanha, 15 milhões de telefones descartados foram mantidos em casa no ano passado.

A União Européia também apresentou uma diretriz de desperdício eletrônico para os países que a integram, este ano. Esta vai forçar os fabricantes a pegar de volta produtos velhos para reciclá-los.

A diretriz aplica-se a todos os bens elétricos, incluindo televisores, geladeiras, DVDs e computadores. Atualmente, somente 10 por cento destes bens de consumo durável são reciclados na Europa.

A maioria dos celulares é feita principalmente de plástico e de metal, dos quais muitos podem ser reciclados, enquanto que aqueles em perfeito funcionamento podem ser vendidos novamente.

“A cobertura plástica pode ser derretida e usada em bancos de praças ou outros itens duráveis de plástico duro”, disse Aki Itänen, da empresa finlandesa de reciclagem Ekokem.

A bateria do telefone, em geral feita de lítio ou de níquel, pode também ser reciclada, segundo Itänen. “Podemos reutilizar de 60 a 80 por cento da bateria, principalmente a parte metálica, dependendo da idade e da qualidade do telefone”.

A placa elétrica contém substâncias potencialmente tóxicas como ouro, chumbo e zinco. “Estes metais, uma vez separados da placa, podem ser fundidos para reutilização pela indústria eletrônica”, disse Itänen.

Mas muitos dos antigos telefones, que contêm substâncias químicas como o cádmio, podem ter um efeito devastador sobre os seres humanos e os animais se forem jogados fora e as toxinas entrarem na cadeia alimentar.

A União Européia estima que o cádmio de um único celular poderia poluir 600 mil litros de água.

Mas muitas pessoas não vêem seus celulares como um item reciclável, diz Peter Hine, do Móbile Takeback Fórum, um grupo industrial com sede na Grã-Bretanha.

“As pessoas pensam que o telefone vale alguma coisa ou têm uma espécie de valor sentimental associado a ele”, explicou. “É essencial que os antigos telefones sejam devolvidos ao vendedor, que então terá o conhecimento para enviá-los a quem os recicla”.

“A reciclagem é uma responsabilidade compartilhada entre o fabricante e o consumidor”, ressaltou. “Cabe a todas as partes garantir que os telefones causem um risco mínimo ao meio ambiente”.

Muitas empresas garantem que já estão fazendo sua parte pelo meio ambiente.

A Nokia diz que há anos mantém uma política de troca do velho pelo novo. “Há variações regionais na Europa… mas a maioria de nossos revendedores vai aceitar telefones velhos para reciclagem”, disse uma porta-voz. “E muitos operam com a devolução de dinheiro ou a troca de velho pelo novo”.

Fonte: CNN

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