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terça-feira, 5 de maio de 2026

Minas e Energia regulamenta o uso de motores elétricos

06/01/2003 11h05 – Atualizado em 06/01/2003 11h05

Brasília – Já está em vigor a lei que restringe a comercialização de motores que fazem uso excessivo de energia elétrica. As indústrias brasileiras, que já tinham seu estoque adaptado às exigências do mercado exterior, agora terão de se preocupar, também, com a qualidade da produção interna. “Com essa lei, dentro de 10 anos haverá redução de 5% no consumo total de energia do país”, disse o diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Marcelo Poppe, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM (Radiobrás).

Essa regulamentação entra em vigor em etapas até o fim de fevereiro. A partir de então, todos os motores disponibilizados no mercado brasileiro devem respeitar essas normas. O Brasil, além de um dos maiores fabricantes de motores elétricos é, também, grande exportador do gênero. A maioria dos fabricantes de motores elétricos está situada no centro-sul.

Antes da nova lei, o governo federal já havia criado políticas de incentivo para o setor, como o programa de etiquetagem. Nele, voluntariamente, os fabricantes colocam nos equipamentos o nível de eficiência dos motores, facilitando a escolha do consumidor. A novidade, agora, é que a identificação desses níveis passa a ser obrigatória. A fiscalização dos motores cabe ao Instituto Nacional de Meteorologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Com o controle de gasto de energia dos motores, muitos aparelhos devem ficar mais caros. Liquidificadores, ar-condicionados, refrigeradores, fogões e geladeiras são alguns exemplos. “Mas esse impacto inicial será compensado pela economia de energia elétrica”, garante Poppe.

Fonte: Agência Brasil

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