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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Ministro diz que medicamentos subirão 8,6%

06/01/2003 09h26 – Atualizado em 06/01/2003 09h26

O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse que, provavelmente em março, deverá ocorrer um reajuste nos preços dos medicamentos. “A indústria farmacêutica fala em 8,6%. A partir de março teremos três meses de congelamento. Até final de junho, devemos ter um novo mecanismo para a regulação dos preços”, disse o ministro em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

Esse novo sistema de definição de preços de remédios será criado a partir de um equilíbrio entre os produtores e a população. Costa quer estabelecer pactos entre a indústria farmacêutica e os usuários. “Sabemos que a industria é um oligopólio, com poucas empresas dominando o mercado. É preciso que haja uma regulação. Creio que com um debate franco podemos criar um mecanismo que satisfaça todas as partes”, declarou.

Costa acredita que poderá desenvolver seus projetos mesmo com um orçamento apertado. “R$ 30,5 bilhões é um valor razoável. Nós vamos fazer um esforço para colaborar com as metas do governo. Creio que se chegarmos a cumprir esse orçamento, teremos resultados positivos”.

O ministro disse que a dengue está sendo monitorada para que se controle uma eventual epidemia. “O quadro não é mesmo do ano passado. É razoavelmente tranqüilo”, disse. Ele terá uma reunião esta semana para discutir as situações do Sudeste e do Nordeste, onde houve maior incidência no ano passado.

Costa pretende integrar ações do ministério junto ao Programa Fome Zero, o carro-chefe do governo Lula. “O objetivo do Fome Zero é trazer conseqüencias positivas para a saúde. A ideía é que haja uma articulação com programa para a reeducação alimentar e a melhoria da saúde da família.” Costa afirmou que pretende incentivar a população a cobrar seus direitos. “Se a população souber que ela paga o sistema e tem o direito de cobrar, vamos ter uma melhora”, disse.

O novo ministro disse que dará continuidade em pontos vencedores da administração de José Serra, ministro durante o governo Fernando Henrique Cardoso, como a produção de remédios contra a aids e de medicamentos genéricos. “Em saúde não pode haver descontinuidade. Nós pretendemos manter isso, mas temos muitos problemas que precisam ser enfrentados. Temos que melhor o acesso à assistência farmacêutica”, afirmou, lembrando serem necessárias melhorias no atendimento público de saúde de uma forma geral.

Fonte: Terra

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