06/01/2003 09h09 – Atualizado em 06/01/2003 09h09
HONG KONG, China – Dois paquistaneses e um indiano naturalizado norte-americano, detidos em Hong Kong sob a acusação de negociar a troca de drogas por mísseis a fim de vendê-los para a rede terrorista Al Qaeda, declararam a um tribunal nesta segunda-feira que concordavam em ser extraditados para os Estados Unidos.
Os paquistaneses Syed Saadat Ali Faraz, de 54 anos, e Muhammed Abid Afridi, de 29, e o naturalizado norte-americano Ilyas Ali, de 55, foram detidos em setembro durante uma operação do FBI.
Agentes disfarçados disseram que os réus ofereceram haxixe e heroína em troca de quatro mísseis Stinger, que, segundo especialistas, seriam capazes de derrubar jatos comerciais civis voando a baixas altitudes.
Os acusados manifestaram sua disposição de ser extraditados durante uma audiência realizada nesta segunda-feira após um atraso de várias horas devido à falta de um intérprete.
A extradição ainda tem que ser aprovada pelo chefe da administração de Hong Kong, Tung Chee-hwa, em um processo que deve demorar semanas.
O advogado de defesa Jonathan Acton-Bond não comentou a razão que levou seus clientes a não recorrer do pedido de extradição, dizendo apenas que havia tomado conhecimento da intenção dos acusados na manhã desta segunda-feira.
O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, disse que o caso era uma lembrança da “tóxica combinação entre drogas e terrorismo e das ameaças que esta pode representar à segurança nacional” norte-americana.
Pouco se sabe sobre os réus. Os documentos do processo identificaram inicialmente Syed Saadat Ali Faraz com sendo Syed Mustajab Shah. Mas ele disse através do intérprete que esse era o nome de seu pai.
Fonte: Associated Press





