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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Suspeitos de terrorismo aceitam ser extraditados da China para os EUA

06/01/2003 09h09 – Atualizado em 06/01/2003 09h09

HONG KONG, China – Dois paquistaneses e um indiano naturalizado norte-americano, detidos em Hong Kong sob a acusação de negociar a troca de drogas por mísseis a fim de vendê-los para a rede terrorista Al Qaeda, declararam a um tribunal nesta segunda-feira que concordavam em ser extraditados para os Estados Unidos.

Os paquistaneses Syed Saadat Ali Faraz, de 54 anos, e Muhammed Abid Afridi, de 29, e o naturalizado norte-americano Ilyas Ali, de 55, foram detidos em setembro durante uma operação do FBI.

Agentes disfarçados disseram que os réus ofereceram haxixe e heroína em troca de quatro mísseis Stinger, que, segundo especialistas, seriam capazes de derrubar jatos comerciais civis voando a baixas altitudes.

Os acusados manifestaram sua disposição de ser extraditados durante uma audiência realizada nesta segunda-feira após um atraso de várias horas devido à falta de um intérprete.

A extradição ainda tem que ser aprovada pelo chefe da administração de Hong Kong, Tung Chee-hwa, em um processo que deve demorar semanas.

O advogado de defesa Jonathan Acton-Bond não comentou a razão que levou seus clientes a não recorrer do pedido de extradição, dizendo apenas que havia tomado conhecimento da intenção dos acusados na manhã desta segunda-feira.

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, disse que o caso era uma lembrança da “tóxica combinação entre drogas e terrorismo e das ameaças que esta pode representar à segurança nacional” norte-americana.

Pouco se sabe sobre os réus. Os documentos do processo identificaram inicialmente Syed Saadat Ali Faraz com sendo Syed Mustajab Shah. Mas ele disse através do intérprete que esse era o nome de seu pai.

Fonte: Associated Press

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