07/01/2003 13h54 – Atualizado em 07/01/2003 13h54
O argentino Ricardo Barrientos, 52, que recebeu uma ordem de expulsão da França, morreu no dia 30 de dezembro, vítima de uma parada cardíaca no aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, em Paris, quando se encontrava a bordo de um avião com destino a Buenos Aires, disseram hoje fontes aeroportuárias e judiciais.
Segundo fontes judiciais, a autópsia realizada pelo instituto forense de Paris determinou que uma parada cardíaca provocou a morte de Barrientos.
Não foram achados rastros suspeitos no corpo que possam indicar outra causa de morte, segundo a mesma fonte. Segundo ela, o caso estava “encerrado”.
A Associação Nacional de Assistência nas Fronteiras a Estrangeiros afirmou que não podia “comentar o caso por não ter consultado os informes [da polícia e da autópsia]”.
Na noite do dia 30 de dezembro, Barrientos, escoltado por dois agentes da polícia francesa de fronteiras, subiu a um avião da Air France com destino a Buenos Aires. Ele havia saído da prisão, onde cumpria uma pena por delito sexual, e as autoridades haviam proibido temporariamente sua presença na França, afirmou a DGPN (Direção Geral da Polícia Nacional).
“[Barrientos] Não estava feliz por ter que sair [da França]. Já estava muito agitado no carro que o levou ao aeroporto. Estava algemado como medida de segurança”, afirmou a DGPN.
No avião, “voltou a se agitar mas logo se tranquilizou. Foram adotadas as técnicas normais para controlá-lo. Em certo momento, um agente da polícia francesa de fronteiras se deu conta que se [Barrientos] estava mareando”, afirmou a mesma fonte.
Alertado por agentes da polícia, o piloto perguntou se havia um médico entre os passageiros e pediu que Barrientos fosse retirado do avião. Um passageiro constatou que ele havia morrido na escada de saída.
Médicos chegaram logo depois e não conseguiram reanimá-lo, afirmou uma fonte aeroportuária, acrescentando que não haviam encontrado rastros de violência no corpo.
“A polícia de Bobigny [norte de Paris] foi alertada e a tripulação prestou depoimentos”, afirmou a DGPN.
Uma fonte médica disse que “uma parada cardíaca pode ocorrer sem sinais anteriores, de forma inesperada”.
Fonte: France Presse




