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Três Lagoas
terça-feira, 5 de maio de 2026

Jovens não respeitam Velório Municipal

07/01/2003 14h41 – Atualizado em 07/01/2003 14h41

Quem passa pelas margens da Lagoa Maior, principal ponto turístico da cidade de Três Lagoas, depara-se com inédita e descontraída concentração de jovens, nas imediações do velório municipal.

A inusitada concentração inclui grupos de pagode, carros equipados com sofisticados e potentes sons, trânsito ousado de barulhentas motocicletas e a costumeira e característica “zoeira” da juventude. Esta situação é percebida, principalmente nos finais de semana, quando a “diversão” se prolonga até a madrugada.

O problema se agrava, quando coincide a morte de alguém e o respectivo velório do defunto, que nada tem a ver com o clima de diversão dos jovens. Ninguém, até agora, soube explicar o motivo da escolha de tão inapropriado local, que tem gerado problemas de ordem emocional para as famílias enlutadas.

Barracas de lanches e de bebidas, instaladas na praçinha, em frente ao velório, são apontadas por alguns como a causa de atração dos jovens, que há mais de dois anos, se concentram nesse local. Por sua vez, os donos das barracas alegam que elas já estavam ali há mais tempo e que eles não são culpados por essa escolha.

PONTO DE PAQUERA

Locais de concentração da juventude, os famosos “points” de encontros e de paqueras, têm uma característica toda especial na cidade. Isso mereceria um estudo mais aprofundado e uma tentativa de descobrir as lideranças desses grupos, que atraem os demais jovens.

Nas últimas semanas, os mesmos jovens estão divididos em duas opções: permanecer e manter a concentração em frente ao velório ou retornar à tradicional concentração da juventude, na avenida Antônio Trajano.

O tradicional movimento na avenida, entre as ruas Munir Thomé e Barão do Rio Branco, nos finais de semana, ao que parece, está voltando, segundo avaliam os observadores do comportamento noturno dos jovens.

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