07/01/2003 16h48 – Atualizado em 07/01/2003 16h48
O combate à rede de narcotráfico que utiliza o Mato Grosso do Sul como rota de entrada de entorpecentes no Brasil pode contar com novas modalidades de investigação.
Para o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, é necessário combater este tipo de crime utilizando outros métodos, como a infiltração policial, que hoje não é inteiramente permitida. Para que isso venha a acontecer, o Executivo precisa apressar a tramitação no Congresso de um projeto de lei permitindo que agentes da Polícia Federal possam usar disfarces ou se infiltrar em organizações criminosas.
A discussão sobre as mudanças nas leis contra crimes hediondos e de combate ao crime organizado irá passar ainda por um grupo de estudos que será criado dentro do ministério. A lei dos crimes hediondos surgiu depois de Constituição de 1988, mas segundo as estatísticas oficiais, não surtiu o efeito desejado. “Os crimes continuam, não baixaram os índices”, observou o ministro. Já a lei contra o crime organizado é mais recente, mas segundo Thomaz Bastos, tampouco teve os efeitos que se pretendia. “Para se combater o crime organizado, por exemplo, é preciso três coisas apenas: inteligência, informação e infiltração”, disse Bastos.
Fonte: Agência Estado





