07/01/2003 16h00 – Atualizado em 07/01/2003 16h00
A cada dia que passa, aumentam o número de pessoas que procuram os consultórios dos médicos, especialistas em diagnosticar problemas com audição.
A informação partiu da fonoaudióloga, Cristiane Satiko Ito Gonçalves, na manhã de ontem (7), no consultório do Centro de Diagnóstico e Reabilitação em Audiologia, em Três Lagoas. Apesar da fonoaudióloga não contar com dados estatísticos e precisos do número de pessoas com esse tipo de problema, ela esclareceu que as pessoas hoje, devido às exigências de trabalho e de aptidão funcional e a campanhas de educação e de conscientização, mais facilmente tomam conhecimento do seu estado de saúde física e mental.
Ela observou ainda que existem inúmeros fatores que levam as pessoas a sentirem problemas com deficiências auditivas. Com o avanço da medicina, muitas maternidades já oferecem condições de detectar, desde os primeiros dias de vida, se a criança é ou não portadora de alguma deficiência. Apesar disso, ainda surgem muitas pessoas, já adultas, que não tomaram conhecimento de serem portadores de problemas auditivos.
As normas de segurança do trabalho, levadas a sério nas médias e grandes indústrias, têm também colaborado para o despertar da consciência do valor e da necessidade de se possuir e de se conservar uma boa audição, destacou Cristiane.
POLUIÇÃO SONORA
Por outro lado, apesar do conhecimento dos problemas de audição a que estamos sujeitos com a crescente e desorganizada poluição sonora, existente nos grandes centros urbanos e até nos pequenos, como em Três Lagoas, as autoridades parecem ainda não levar a sério esse tipo de preocupação de saúde pública, observou a fonoaudióloga.
Ela lembrou, como exemplo, os carros de propaganda volante, que circulam pelas nossas ruas, com densidade de volume acima do permitido.
Nosso ouvido tolera até 85 dB (decibéis), se ficar exposto por oito horas consecutivas a essa intensidade de som. No entanto, se usássemos um decibelímetro, toda a vez que passam os carros de propaganda, em frente à nossa casa e nosso ambiente de trabalho, iríamos constatar que acusavam de 120 dBs a 130 dBs, alertou a fonoaudióloga.
Na cidade, é comum e constante a movimentação de carros de som pelas ruas e avenidas, sem levarem em conta o volume e a potência dos alto-falantes. A novidade, que tem surgido recentemente, é a adaptação também de motocicletas a este tipo de prestação de serviços, que tem gerado muito descontentamento.
O Centro de Diagnóstico e Reabilitação em Audiologia está instalado no quinto andar do edifício Ipanema (sala 501), na rua Bruno Garcia, número 684. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (67)521-8066.





