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sábado, 9 de maio de 2026

Taxista acusado de matar a mulher teria Aids, diz polícia

07/01/2003 10h08 – Atualizado em 07/01/2003 10h08

A polícia divulgou ontem documentos encontrados no apartamento do taxista Claudionor de Souza, 54, acusado de matar a mulher, a jornalista Sueli Jacinto, 42, no dia 16 de dezembro, em Praia Grande, litoral de São Paulo, com a ajuda da adolescente J.S.O., 13, que se diz sua amante.

Os documentos, descobertos em diligências feitas há 15 dias, atestam que o taxista é portador do vírus HIV e requereu liberação do PIS e Fundo de Garantia.

Suspeitando da autenticidade dos papéis (o atestado de que ele é soropositivo é do Hospital São Paulo), a polícia recolherá o sangue do acusado para um exame sob a sua custódia.

Também foi achado um atestado médico, de 1997 e assinado pelo cardiologista Paulo Roberto Biondo, reforçando a soropositividade. O médico se recupera de cirurgia e sua família verificaria hoje a autenticidade do documento nos arquivos do consultório.

“Ou ele está levantando falso testemunho para recolher o Fundo de Garantia, ou realmente é soropositivo”, disse o delegado titular de Praia Grande, Rubens Barazal Teixeira, 43.

Em prisão temporária e isolado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, o taxista será interrogado hoje oficialmente. A polícia irá pedir sua prisão preventiva. “Se realmente estiver com Aids, ele será acusado também de tentativa de homicídio em relação à adolescente J. e à outra menina que aparece no vídeo que encontramos na casa que alugou em Carapicuíba.”

Souza será indiciado por homicídio duplamente qualificado (pela forma cruel do assassinato e por não dar oportunidade de defesa à vítima), por estupro com violência presumida contra a menor J. e por corrupção ativa ao tentar subornar um policial para se encontrar com ela.

Novas diligências estão sendo feitas em torno da casa de Carapicuíba, onde investigadores encontraram uma foto de J. com uma dedicatória ao taxista, além de roupas íntimas infantis, uma pistola e a fita de vídeo em que o acusado aparece seduzindo outra menina. A Polícia Civil de Praia Grande pretende comprovar a “vida dupla” do acusado.

Fonte: Agora São Paulo

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