08/01/2003 15h17 – Atualizado em 08/01/2003 15h17
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quer saber a real condição orçamentária da população brasileira em 2003. Para isso, o órgão está realizando em âmbito nacional, uma Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O objetivo do IBGE é o de obter a evolução dos hábitos de consumo, do peso dos diversos produtos e serviços na cesta de consumo das famílias e da estrutura de distribuição de renda nacional e regional.
De acordo com o Chefe Regional do IBGE, Deovaldo Benedito, a POF disponibilizará informações atualizadas que serão fundamentais para a realização de variados estudos e análises do Ministério da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O coordenador da pesquisa em Mato Grosso, Valter Pires, informou que o trabalho de campo que está em andamento no Estado, já entrevistou um total de três mil famílias. “O IBGE quer saber como a sociedade está gastando seu dinheiro”, disse Valter Pires.
Ele afirmou que a metodologia é simples, porém, exige o tempo de uma semana para entrevistar cada família nas mais variadas regiões do País. No primeiro contato, os chefes de famílias respondem a um questionário sobre escolaridade, idade, religião e o perfil de dependentes em suas moradias.
Em seguida, os pesquisadores dão início aos questionamentos referentes ao orçamento familiar, que envolve desde a compra de uma caixa de fósforos, o pagamento da passagem de ônibus, compra de remédios e a maior despesa feita pelo chefe de família nos últimos tempos.
Valter Pires disse que o relatório final tem prazo previsto para o mês de julho deste ano, mostrando as despesas e rendimentos de grande parte dos brasileiros, na aquisição de diversos produtos no dia-a-dia. “Estaremos fazendo uma pesquisa que abrange as principais épocas do ano, em que às vezes somos levados ao consumismo desenfreado, como o Natal, festas de Fim de Ano e Carnaval”, afirmou Valter Pires, ressaltando os gastos obrigatórios com material escolar e remédios. “É uma forma de ajudar os brasileiros a planejarem o orçamento na ponta do lápis”, disse Deovaldo.
Fonte: JB Online




